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Brasil se previne contra pragas trazidas por estrangeiros durante a Copa do Mundo de 2014

Preocupação com risco de inserção de pragas exóticas como insetos, ácaros, fungos e vírus no Brasil durante o Mundial levou ao reforço das barreiras sanitárias

A Andef divulgou um levantamento mostrando que os 31 países classificados para a Copa do Mundo abrigam, juntos, mais de 350 pragas inexistentes no Brasil que, se introduzidos em nossas lavouras, podem trazer prejuízos aos agricultores

A Andef divulgou um levantamento mostrando que os 31 países classificados para a Copa do Mundo abrigam, juntos, mais de 350 pragas inexistentes no Brasil que, se introduzidos em nossas lavouras, podem trazer prejuízos aos agricultores (Antonio Lima - Arquivo/AC)

A possibilidade de entrada pragas exóticas como insetos, ácaros, fungos e vírus no Brasil, trazidos pelos milhares de turistas que vieram assistir aos jogos da Copa do Mundo, foi motivo de preocupação e prevenção do Ministério da Agricultura. Os riscos, que se estenderam a Manaus, foram maiores porque uma das seleções que jogaram na Arena da Amazônia foi a dos Estados Unidos, líder no ranking das nações mais perigosas para a agricultura brasileira. De acordo com a Fifa, organizadora do evento, os norte-americanos foram os que mais compraram ingressos para os jogos da Copa: cerca de 187 mil entradas.

A Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) divulgou um levantamento mostrando que os 31 países classificados para a Copa do Mundo abrigam, juntos, mais de 350 pragas ainda inexistentes no Brasil. São insetos, ácaros, fungos e vírus que, se introduzidos em nossas lavouras, certamente trarão prejuízos aos agricultores locais e podem até impactar a produção nacional de alimentos.

SEM REGISTRO

De acordo com informações do Ministério da Agricultura no Amazonas, não houve nenhum registro de qualquer ocorrência nesse aspecto. O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes tem uma Unidade de Vigilância Agropecuária que integra o Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), ligado à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura. A unidade é coordenada pela Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Estado do Amazonas. O objetivo, segundo o ministério, é fiscalizar os produtos agropecuários que entram e saem do País.

Para evitar qualquer risco, foram feitas fiscalizações de trânsito internacional de passageiros, com reforço operacional durante a Copa. Fiscais agropecuários e agentes de atividade agropecuária e administrativos das superintendências federais de agricultura atuaram na abordagem dos passageiros internacionais, buscando checar se havia ingresso ou não de produtos agropecuários de entrada controlada no País.

Essas medidas são importantes, segundo especialistas, porque o aumento do trânsito de pessoas entre países nos últimos anos tem ajudado a disseminar as pragas pelo mundo. Uma pesquisa realizada entre 1901 e 2014, revelou a presença de 68 espécies de pragas exóticas no Brasil, das quais 20 delas entraram somente nos últimos dez anos.

Informação reforçada

O gerente de Produtos Vegetais da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal (Adaf), da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), Luiz Fernando da Silva, informou que, como a fiscalização nos aeroportos internacionais cabe ao Ministério da Agricultura, o Estado se preocupou em divulgar, via materiais informativos, como banners em várias línguas, alertando sobre o problema.

De acordo com Luiz, foram feitos banners nas línguas inglesa, espanhola e portuguesa e esse material foi espalhado em toda a área internacional do aeroporto Eduardo Gomes. “Recebemos um apelo nacional para a divulgação de um alerta a respeito dos riscos da entrada de pragas exóticas e fizemos o nosso papel de divulgá-lo”, assegurou.