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Brincadeira nas redes sociais sobre receitas caseiras para curar Neymar tem fundo de verdade

Vendedores de plantas e óleos da flora amazônica provam que a lesão na vértebra que tirou o craque Neymar dos jogos da Copa poderia ser realmente resolvida com as ervas medicinais nativas

Mara Garcia “receita” óleo de andiroba e copaíba, pois ambos tem propriedades antiinflamatórias. “Eles tiram o inchaço e reduzem as dores”, garante ela

Mara Garcia “receita” óleo de andiroba e copaíba, pois ambos tem propriedades antiinflamatórias. “Eles tiram o inchaço e reduzem as dores”, garante ela (J. Renato Queiroz)

A lesão na vértebra que tirou o craque Neymar dos jogos da Copa do Mundo poderia ser tratada, e com bastante expectativa de sucesso, pelas ervas medicinais nativas. Quem garante isso são os vendedores de plantas e óleos da flora amazônica que têm na ponta da língua as sugestões que vão desde o conhecido emplasto com folhas de emenda osso, misturado com folhas de mastruz e breu pez, como ensina dona Judith Braga Formoso, 77, banha de cobra sucuri, eficiente para dores lombares, receita de dona Mara Garcia, 45, também vendedora de plantas medicinais no mercado.

Conhecida como Mara Ervas, Maria Garcia também tem uma receita para ajudar na recuperação do jogador. Óleo de andiroba (Carapa guaianensis) e copaíba (Copaifera landesdorffi) para passar sobre o local, pois ambos têm poder antiinflamatório e cicatrizante. “Eles tiram o inchaço e melhoram muito as dores”, informou ela, que há oito anos mantém a banca no mercado. Usuária dos óleos, ela garante bons resultados e não teria medo de sugerir a Neymar.

Óleos

A receita da vendedora de ervas medicinais Marcia Silva, 49, é baseada na banha de cobra sucuri, óleo de andiroba e de copaíba. “São antiinflamatórios muito bons para ser passado no local da fratura”, garante ela, que no momento não tem o produto para a venda, devido a demanda alta. “Quando tem a gente vende rápido”, disse ela, que trabalha há muito tempo com as ervas e sabe dos resultados delas. Sem querer competir com o tratamento médico, Márcia aconselharia passar a banha do animal peçonhento nas costas de Neymar e deixar por um tempo. “Se ele fizesse isso, ficaria bom mais rápido”, afirma.

Uma opção diferente é dada pelo também vendedor de remédios de origem natural, Auriberto Mota, 54. “Gel com arnica curaria o Neymar em pouco tempo”. Para ele, que é da quarta geração de comerciantes na banca de produtos naturais e quando precisa, usuário dos produtos, há completa segurança no uso desses remédios e não haveria receio de recomendar. “Ajudaria muito, isso eu garanto”, afirmou.

Brincadeira nas redes tem fundo de verdade


O humor amazonense não demorou para se recuperar do baque pela perda do craque Neymar e já na própria sexta-feira à noite começaram a circular nas redes sociais mensagens com referências a plantas amazônicas e a força da fé das nossas rezadeiras.

Numa das mais engraçadas, o autor da mensagem garantia: “Neymar vai estar recuperado para o jogo de terçca-feira: a CBF contratou uma benzedeira de Manacapuru para tirar a dismintidura e ela já levou rolos de copaíba e andiroba para passar e rezar nas costas do craque”. A mensagem “viralizou” em grupos do WhatsApp e Facebook.

Indepedendente da brincadeira nas redes sociais, mais de 10 mil espécies de plantas da Amazônia contêm princípios ativos para uso medicinal, cosmético e controle biológico de pragas, de acordo com o Plano de Amazônia Sustentável (PAS), lançado este ano pelo Governo Federal.

A região concentra também outras 300 espécies de frutas comestíveis e uma rica fauna silvestre. Ao todo, a Amazônia guarda em suas florestas, várzeas, cerrados e rios, cerca de 33 mil espécies de plantas superiores. O plano faz um diagnóstico detalhado da realidade e potenciais econômicos amazônicos.

No entanto ainda é necessário muitas pesquisas para definir os padrões e as características destas espécies, missão que é confiada a instituições como a Universidade Federal do Amazonas, Instituto Nacional de Pesquisas das Amazônia e o polêmico Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), cujo funcionamento pleno ainda é um sonho para os amazonenses.