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CPI da Pedofilia pedirá o indiciamento de secretários

A decisão foi tomada pela presidente da CPI da Pedofilia após depoimentos de dois secretários da Prefeitura de Coari, acusados de coagir testemunhas

Secretário de Comunicação Social, Daniel Maciel Gomes, e secretária de Desenvolvimento Social, Margarida Rocha

Secretário de Comunicação Social, Daniel Maciel Gomes, e secretária de Desenvolvimento Social, Margarida Rocha (Roque Sá/Agência Tempo)

A relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Câmara dos Deputados, que apura denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes no Município de Coari e em outras cidades brasileiras, deputada federal Liliam Sá (PROS-RJ), vai pedir o indiciamento do secretário municipal de Comunicação Social, Daniel Maciel Gomes, e da secretária de Desenvolvimento Social, Margarida Carvalho Rocha. Os dois servidores da Prefeitura de Coari prestaram nesta quarta-feira (26) depoimentos à CPI da Pedofilia porque são acusados de coagir testemunhas, atentados e violação de documentos dos conselhos tutelares. O relatório final deverá ser apresentado até o final de junho deste ano.

Na CPI, o secretário municipal de Comunicação Social, Daniel Gomes, negou qualquer tipo de envolvimento nos atentados em Coari após a prisão do prefeito Adail Pinheiro ocorrida em 8 de fevereiro. Ele apresentou termos de declaração feitos na Delegacia de Polícia onde os acusadores desmentem a participação dele como o mandante das ações violentas. Um deles, o bancário e membro do Conselho de Cidadãos de Coari, Raione Cabral Queiroz, que teve a casa atingida por disparos, no dia 17 de fevereiro de 2014, e pelo fato de Daniel ter lhe dado “bom dia” nas redes sociais, saudação que ele considerou irônica.

À polícia, Raione disse que Daniel Maciel Gomes não tinha qualquer envolvimento. “Eu fui convocado pela CPI e vim aqui para esclarecer os fatos. Os acusadores desmentiram as denúncias contra mim. Não há provas, não houve perícia, balística, apenas suposições. Todos sabem que não sou de violência. Sou um homem de paz e, portanto, quero que a Polícia Civil e Federal façam as investigações e encontrem a verdade”, declarou o secretário ao deixar a sala de audiência. A secretária de Desenvolvimento Social, Margarida Rocha deixou o plenário sem falar com a imprensa.

Após quase quatro horas de sessão reservada, Liliam Sá disse que os depoentes não convenceram e nem vão convencer a CPI de que não têm um relacionamento estreito com o prefeito Adail Pinheiro. “Os documentos apresentados pelo secretário Daniel nada dizem porque essas pessoas foram coagidas a ir à polícia e desmentir tudo. Com medo, a pessoa fala e escreve qualquer coisa. A secretária Margarida também não convenceu”, disse a deputada.

Empresário desmente atentado

Um dos documentos apresentados pelo secretário municipal de Comunicação, Daniel Maciel Gomes, à CPI da Pedofilia foi o termo de declaração, feito à Polícia Civil de Coari, do empresário Denamar Alves Pereira, conhecido como “Lorinho do Celular”. Ele conta que no dia 17 de fevereiro de 2014, por volta das 19h30, foi à casa de Raione Cabral Queiroz (que denunciou à CPI o atentado, com disparos em sua residência) para tirar dúvidas de operações bancárias.

Ao perguntar se não tinha medo de morar em um local afastado da cidade, Raione respondeu que não porque andava armado, mostrando um revólver calibre 38. Ao pedir cuidado com a arma, Raione disparou um tiro acertando na cadeira, em direção ao chão. Uma moça, que estava na casa, saiu do quarto no momento do disparo. “Lorinho do Celular” ainda permaneceu por cerca de 20 minutos. O empresário, que põe a denúncia de atentado por terra, fez a declaração em 28 de fevereiro.

Três dias antes, no dia 25, Raione Queiroz foi à polícia contar que no dia da reunião do Conselho de Cidadãos de Coari, preparatória para a manifestação contra a corrupção e a pedofilia, ouviu um barulho de disparo de arma de fogo quando estava no banheiro de sua residência. Ao sair do banho, deparou-se com resíduos da cadeira esfarelada, encontrando um projétil de arma de fogo no interior da sala. À polícia, Raione negou envolvimento de Daniel Maciel Gomes.