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Candidatos apostam em nomes curiosos para concorrer as eleições do AM de 2014

O político pode escolher qualquer nome para registrar sua candidatura, desde que não haja dúvida quanto à sua identidade. No Amazonas, Madona e Bin Laden querem ser deputados estaduais a partir de 2015

Candidatos usam como arma para atrair os eleitores o humor e a irreverência nos nomes que escolhem para registrar suas candidaturas

Candidatos usam como arma para atrair os eleitores o humor e a irreverência nos nomes que escolhem para registrar suas candidaturas (Reprodução)

Desde que não ofenda ninguém, o candidato é livre para escolher o nome que quiser usar na campanha para marcar território e chamar a atenção do eleitorado. No Amazonas, a disputa para deputado estadual desse ano está cheia de nomes para lá de criativos e bizarros.

Se a intenção é ganhar a simpatia e o voto dos eleitores, registrar uma candidatura com o nome daquele que foi considerando o inimigo nº 1 dos Estados Unidos, Osama Bin Laden, parece pouco razoável. Mas não para o baiano Manoel Nunes de Assis, 45.

Nascido em Açudina-BA, Manoel Nunes quer ser deputado estadual no Amazonas. E vai fazer campanha usando o nome daquele a quem os EUA defenderam ter sido o mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001. Manoel Nunes não só usa o nome de Bin Laden como se veste no melhor estilo saudita.

Quem também usa como estratégia de marketing pessoal o nome de uma personalidade mundial (dessa vez mais simpática) para ganhar o voto do eleitor é a dona de casa Iranete Souza Marinho.

Quem votar e ajudar a dona de casa de 37 anos chegar à Assembleia Legislativa (ALE-AM) ano que vem, vai ter que esquecer o nome de Iranete Souza Marinho e pedir voto para a Madonna da Compensa.

E alguém conhece o Pão Torrado? Ele é um dos 629 candidatos a deputado estadual no Amazonas. Esse é o nome de guerra e de campanha do padeiro Marivaldo Raimundo Duarte de Andrade, 60.

Já o aposentado Paulo Henrique Régis da Cunha decidiu se apresentar aos eleitores esse ano como Zé Bonitinho, nome de personagem de um programa humorístico de televisão.

A lista de nomes curiosos de candidatos tem ainda figuras como Chegou Chegou. Quem atende por Chegou Chegou é Robelson Oliveira de Lima, de 46 anos. Ele é candidato Partido Verde, pela coligação Juntos pelo Povo (PV / PTC).

Para tentar aumentar sua bancada na ALE-AM, que hoje tem apenas um parlamentar, o PSB lançou em suas fileiras de candidatos o Nego Jibóia. Assim é conhecido o empresário Rubenilson da Paz Teixeira, 59.

Boneca, Ligeirinho, Bolinha, Palhaço Lero Lero, Pai Amado e Risca Faca completam a lista de nomes engraçados entre os 629 que disputam esse ano as 24 vagas da Assembleia Legislativa.

Nome deve respeitar o pudor

O artigo 12 da Lei das Eleições (Lei 9.504) determina que o nome que o candidato escolhe para registrar sua candidatura não pode atentar contra o pudor e nem seja ridículo ou irreverente.

“Se o nome não causa constrangimento a ninguém, não seja um palavrão, o registro pode ser feito com qualquer nome. Se é só engraçado, não tem problema”, explica o assessor jurídico do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), Leland Barroso.

A legislação eleitoral diz que o candidato às eleições proporcionais indicará, no pedido de registro, além de seu nome completo, as variações nominais com que deseja ser registrado, até o máximo de três opções.

Segundo a Lei das Eleições, as opções de nomes de candidatos poderão ser o prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome pelo qual é mais conhecido, desde que não se estabeleça dúvida quanto à sua identidade.

Leland disse não recordar de casos no Amazonas em que o candidato tenha sido obrigado pela Justiça Eleitoral a mudar o nome no ato do registro por conta da irreverência.

“O caso que recordo foi de homônimo. Quando um rapaz usou o sobrenome de Virgílio, mas, na época, o sobrenome também era usado pelo Artur Neto, que era candidato. A Justiça deu preferência para o Artur, porque ele já usava o nome há mais tempo”, disse Leland.