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Caso Adail: Benefício a presos põe em risco vítimas em Coari

Justiça e Ministério Público do Estado autorizaram retorno de acusados ao município, obrigando testemunhas a sair da cidade e se mudar para Manaus

Luiz Castro: “O que o deputado Nicolau quer, com esses ataques, é desviar a atenção da situação gravíssima em que ele está implicado”

Membro da CPI da Pedofilia na ALE-AM, Luiz Castro (PPS) disse que pediu para as vítimas ficarem em Manaus (Arquivo AC)

Uma semana após a transferência para Coari de cinco presos, réus no mesmo processo de exploração sexual de crianças contra o prefeito Adail Pinheiro (PRP), as duas vítimas do caso foram obrigadas a sair da cidade e se mudar para Manaus. As informações foram expostas ontem à tarde por duas testemunhas no processo a deputados da CPI da Pedofilia na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM). As duas , segundo a denúncia, sofreram exploração sexual quando ainda eram crianças.

A transferência para Coari, cidade do interior do Amazonas com pouco mais de 81 mil habitantes e comandada pelo grupo político de Adail Pinheiro, foi feita com a anuência do Ministério Público do Estado (MPE), que, em fevereiro, pediu a prisão do prefeito e dos cinco assessores sob a justificativa de proteção às testemunhas. A mudança de Manaus para Coari foi autorizada pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas Rafael Romano e executada na quarta-feira passada.

Após tomarem conhecimento pela reportagem das denúncias, o procurador-geral do MPE, Francisco Cruz, e o desembargador Rafael Romano admitiram ser possível reverter o benefício concedido aos presos e transferi-los imediatamente para Manaus.

Adail Pinheiro permanece preso no Batalhão da Cavalaria da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), onde foi detido no dia 8 de fevereiro, logo após o decreto de sua prisão no processo que apresentou novas denúncias de exploração sexual na cidade, cometidas durante a atual gestão do prefeito.

Os demais presos, que foram transferidos para Coari, são: o chefe de gabinete de Adail, Eduardo Jorge de Oliveira Alves; o secretário de Terras e Habitação Francisco Erimar Torres de Oliveira; a funcionária pública Alzenir Maia Cordeiro, conhecida como “Show”; e os irmãos Anselmo do Nascimento Santos e Elias do Nascimento Santos.

De acordo com o deputado estadual Luiz Castro (PPS), membro da CPI da Pedofilia, as duas vítimas o procuraram para expor que as ameaças e constrangimentos a elas e à família delas foram intensificadas pela transferência dos presos à cidade. “Pedimos que elas ficassem em Manaus e vamos conversar amanhã com o presidente da ALE-AM (Josué Neto) para ver como poderemos ajudá-las. Mas estamos preocupados com as famílias delas que estão sendo ameaçadas.