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Duas novas vítimas de suposta exploração sexual liderada por Adail pedem para ser protegidas

Ministério Público está analisando pedido de uma adolescente que mora em Tefé. E CPI da Pedofilia pediu inclusão de uma menor em programa federal

Forma como são tratados os doentes do Sistema Prisional assusta o promotor Carlos Fábio Monteiro

Promotor de Justiça Fábio Monteiro está preparando relatório que será encaminhado ao procurador Francisco Cruz (Acritica )

Duas novas vítimas de pedofilia da suposta rede de exploração sexual de crianças e adolescentes liderada pelo prefeito de Coari, Adail Pinheiro, pediram a inclusão nos programas de proteção a testemunhas para membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados, que investiga casos de pedofilia.

Uma das vítimas que deve entrar no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita), destinado à maiores de 18 anos, prestou depoimento em julho do ano passado, quando a CPI esteve pela primeira vez em Coari. O presidente do Conselho Deliberativo do Provita, promotor de Justiça Fábio Monteiro, explicou que neste momento a comissão técnica do programa faz a análise de risco da testemunha, e em seguida enviará um relatório com parecer ao procurador-geral de Justiça Francisco Cruz, a quem cabe decidir sobre o pedido.

“Neste momento precisamos ver o grau de risco à vida desta testemunha ameaçada, que hoje já não está mais em Coari, está no Município de Tefé, mas que continua sendo ameaçada de morte. Ele (procurador-geral) dando o parecer favorável, incluo a testemunha no Provita”, disse o promotor. Caso esta testemunha entre no Provita, será a primeira maior de idade a receber proteção no caso contra o prefeito de Coari Adail Pinheiro.

A segunda vítima a solicitar nesta semana a proteção é menor de 18 anos e entrará no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM). O programa protege, atualmente, outras três garotas que testemunharam à CPI da Pedofilia.

De acordo com o representante do Conselho Nacional de Direitos Humanos, Renato Souto, o PPCAAM ainda não foi implantado no Amazonas. Por isso a CPI, após ao tomar conhecimento das ameaças contra a criança, encaminhou à Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República o pedido de inclusão no programa de proteção. “Na verdade esta adolescente já está sendo monitorada, mas com a continuidade das ameaças de morte, ela nos procurou e solicitou a proteção”, disse.

A presidente e a relatora da CPI da Pedofilia, deputadas Érika Kokay e Liliam Sá, realizaram audiência para coleta de depoimentos em Coari, na semana passada e visitaram o presidente do TJ-AM, Ari Moutinho, para pedir celeridade no julgmento dos processos contra Adail Pinheiro por exploração sexual.

Denúncias em Parintins e Barreirinha

Renato Souto afirmou que novas denúncias de exploração sexual infanto-juvenil em outros municípios do interior do Amazonas, como, Parintins e Barreirinha, também com o envolvimento de políticos, chegaram esta semana ao Conselho Nacional de Direitos Humanos. Além de Coari, Parintins e Barreirinha, outros quatro municípios também estão sob investigação: Autazes, Maués, Barcelos e São Gabriel da Cachoeira.

“Em Barreirinha a SDH já estava investigando a morte por overdose de uma criança aliciada em 2012. E esta semana recebemos documentos e provas contundentes envolvendo mais duas crianças aliciadas, que hoje estão com 14 anos. E uma dessas crianças nos contou que possui um vídeo que comprova o crime. Então, quando tivermos em posse desse vídeo iremos encaminhar ao Ministério Público (MP) e solicitar imediatamente a prisão desses pedófilos”, relatou Souto.

O conselheiro contou que, Em Parintins, a rede de pedofilia seleciona crianças e adolescentes e as envia para Manaus, daqui elas seguem via terrestre para o município de Itacoatiara, onde pegam uma voadeira e são entregues em um barco onde turistas estrangeiros que vêm para a prática da pesca turística pagam até R$ 10 mil pela acompanhante.