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Cerca de 200 famílias invadem terreno particular em ramal

Terreno localizado no ramal do Acará, no KM 2 da rodovia AM-010, conhecido como 'loteamento Ponte da Bolívia', está tomado há três meses pelas famílias

Invasores ocuparam o terreno e o dividiram em lotes em 8 metros de largura por 20 metros de comprimento

Invasores ocuparam o terreno e o dividiram em lotes em 8 metros de largura por 20 metros de comprimento (Euzivaldo Queiroz)

Um terreno localizado no ramal do Acará, no KM 2 da rodovia AM-010, conhecido como “loteamento Ponte da Bolívia”, está sendo invadido há três meses por cerca de 200 famílias. A área particular, de 150 mil metros quadrados, pertence, segundo a informação de invasores, a um homem que faleceu e deixou para os filhos a missão de dividir o terreno em lotes entre seus funcionários.

Ainda de acordo com os invasores, os herdeiros desistiram de doar o terreno, o que fez com que os invasores resolvessem ocupar o local e dividi-lo em lotes de 8 metros de largura por 20 metros de comprimento.

O segurança Francinei Mota, 37, contou que mora alugado no bairro São José, Zona leste, e não pagou nada pelo terreno, que espera ser seu lar definitivo. Segundo ele, uma mulher identificada como “Morena” é quem faz a divisão da terra aos interessados. “Foi tudo muito tranquilo. A gente não paga nada. É só falar com a Morena, explicar sua situação que ela doa uma parte do terreno”, afirmou.

A ocupação irregular tem apenas três meses e já está repleta de idosos, crianças, mulheres grávidas e muitas placas convidando para encontros religiosos de diversas igrejas.

Destruição

Várias famílias construíram barracos cobertos por lona e com paredes feitas de compensados, isopor e papelão. Parte da área verde, antes intacta e que deveria ser preservada, já foi destruída pelos invasores.

Os moradores das imediações do terreno invadido relatam que aos finais de semana, os lotes da ocupação irregular ficam repletos de famílias trabalhando para limpar a área e a ação dos invasores vem causando muita fumaça. “Eles vêm, demarcam a área, derrubam as árvores e depois queimam. Fica tudo tomado pela fumaça. Do jeito que a coisa está indo, logo não vai ter mais mata virgem”, alertou um morador vizinho ao terreno que pediu para ter sua identidade preservada.

Ainda de acordo com moradores do entorno da área invadida, os órgãos responsáveis por evitar que a situação se agrave até agora permanecem de braços cruzados. A vizinhança relatou que, por diversas vezes acionou órgãos como a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e até mesmo a Delegacia Especializada no Meio Ambiente (Dema), denunciando o crime ambiental, mas nada foi feito até agora. Eles pedem ajuda para salvar o pouco espaço verde que ainda existe no bairro e que alguma providência seja tomada.

Sem atribuição legal

A assessoria da Semmas informou que não tem atribuição legal para atuar em retiradas de ocupações irregulares em áreas particulares, como é o caso da área do loteamento Ponte da Bolívia, no Ramal do Acará. Ainda segundo a assessoria, uma equipe de fiscalização do órgão foi até o local para averiguar a situação e tentar identificar os proprietários para que entrem com uma ação de reintegração de posse.