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Cheia do rio Negro terá impactos na orla de Manaus

Pelo menos 12 bairros de Manaus devem ser afetados pela cheia de 2014, que deve atingir nível máximo de 29, 49 metros, segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM)

Rua Barão de São Domingos será uma das afetadas pela cheia deste ano. A maior cheia da história aconteceu em 2012, quando o rio Negro atingiu 29,97 metros

Rua Barão de São Domingos será uma das afetadas pela cheia deste ano. A maior cheia da história aconteceu em 2012, quando o rio Negro atingiu 29,97 metros (Arquivo: AC)

A cota de 27,48 metros que o rio Negro atingiu na tarde desta quarta-feira (16), está pouco acima da média para o período, segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM). No mesmo período no ano passado, o rio Negro registrou 27,40 metros, uma diferença de 8 centímetros. No entanto, o nível não é considerado pelo órgão um motivo de alarde para a cidade.

O rio Negro vinha subindo uma média de 8 centímetros por dia desde o início da cheia, mas reduziu o ritmo para 5 centímetros. De acordo com o gerente de hidrologia e gestão territorial do CPRM, André Luis Martinelli, o ritmo de subida sempre é variável. Ele cita, por exemplo, que de terça-feira para quarta-feira o rio Negro subiu 5 centímetros.

O CPRM prevê que a cota máxima do rio Negro este ano atinja 29,49 metros, conforme divulgado no último dia 31 de março, no primeiro alerta de cheia para Manaus. O superintendente do CPRM, Marco Antônio Oliveira, informou, na ocasião, que qualquer cheia que ultrapasse a cota de 29 metros afeta a população que vive nas áreas de risco. A cota emergencial de Manaus é de 28,84 metros.

O nível máximo do rio Negro deve ser atingido na segunda quinzena de junho, mesmo período da realização da Copa do Mundo de Futebol. O segundo alerta será emitido no dia 30 deste mês. No ano passado, a cheia do rio Negro atingiu 29,33 metros e em 2012 o rio Negro chegou a 29,97 metros, quando foi registrado o recorde de cheia em 112 anos, desde que o rio passou a ser monitorado no Porto de Manaus, em 1903.

Ao todo, 20 bairros foram atingidos pela cheia recorde de 2009. Este ano, o diretor operacional da Defesa Civil do Município, Cláudio Belém, estima que a cheia não ultrapasse 29,20 metros, o que resultará em, pelo menos, 12 bairros atingidos. Entre as áreas que serão afetadas estão as ruas do Centro, tais como, Barão de São Domingos, dos Barés, Guilherme Moreira, dos Andradas e avenidas Eduardo Ribeiro e Floriano Peixoto, próxima à Alfândega.

A Defesa Civil continua o monitoramento diário da subida das águas do rio e começou a tomar providência para minimizar os impactos com a construção de pontes de madeira e orientação a comerciantes e moradores das áreas que serão afetadas.

O encarregado do Serviço Hidrográfico do Porto de Manaus, Valderino Pereira da Silva, monitora a subida e descida do rio Negro há 45 anos e avalia que a cota atual está dentro de uma média normal. Ele preferiu não arriscar em confirmar ou contestar a previsão de nível máximo dos órgãos de monitoramento, mas disse que será uma cheia com impactos principalmente nos bairros localizados na orla da cidade.