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Comércio local sofre os efeitos negativos da greve da Suframa

Reportagem de A CRÍTICA conversou com lojistas e vendedores, nesta sexta-feira (21) e detectou um cenário de preocupação com as vendas

Gerente da Troppy, Rosilda Lopes, diz que estão faltando muitos produtos

Gerente da Troppy, Rosilda Lopes, diz que estão faltando muitos produtos (Érica Melo)

Com os produtos retidos por causa da greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca (Suframa), várias lojas estão com estoque baixo e já amargando prejuízos que, por ora, ainda não foram devidamente dimensionado.

Essa situação deve continuar assim até a próxima semana, visto que somente na segunda-feira a Justiça deverá se manifestar a respeito da ação em que a Federação da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus pede, em caráter urgente, a liberação de 30% das cargas do comércio.

De acordo com o presidente da FCDL, Ezra Azury Bem Zion, os segmentos mais afetados desde o início da greve, 19 de fevereiro, são os de calçados, roupas e informática.

O jornal A CRÍTICA visitou nesta sexta-feira (21) algumas lojas desses segmentos e ouviu diversas queixas. Na loja de calçados Shop do Pé da Avenida Eduardo Ribeiro, por exemplo, o vendedor Joel Silvério afirma que o estoque não é renovado desde o Natal. “Não estamos recebendo nenhum lançamento e os clientes querem novidades. Fora isso, também sofremos com falta de numeração”.

Para driblar o problema, o vendedor revela que aposta na criatividade. “O que nos resta é ficar trocando os sapatos de lugar, para tentar deixar a vitrine um pouco diferente e tentar conseguir chamar a atenção dos clientes”, conta Silvério.

A Sapataria Classe, também localizada na avenida Eduardo Ribeiro, também está sofrendo com a greve. De acordo com o gerente da loja, Expedito Freitas, as vendas estão sendo bastante afetadas. “Até que estamos recebendo produtos, mas de pouquinho em pouquinho. Isso diminui o tempo que temos para vender os produtos. Já deveríamos estar ofertando novidades, mas isso não está acontecendo. As vendas estão muito ruins por tudo isso”.

Na loja de roupas Troppy, a gerente Rosilda Lopes já não sabe mais o que falar para os clientes. “Estão faltando muitos produtos. Nosso estoque de roupas sociais acabou, e a demanda tem sido muito grande. Muitas pessoas procuram a loja querendo comprar calças sociais, e nós temos esse produto, mas não podemos vender, porque ele está preso. Nosso cenário de vendas está bastante crítico”.

Assim como afirmou Azury, a situação também está complicada no setor de informática. O diretor de planejamento da loja de informática Amazon Print, Arnaldo Rocha, disse que a logística da loja foi toda comprometida. “Temos uma programação, e a greve está comprometendo a logística, o cronograma de lançamento e novidades e, consequentimente, afetando nas vendas. Quando compramos um produto, temos que pagar por ele. Quando esse mesmo produto fica parado, nosso caixa é comprometido”.