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Coordenadores municipais põem ‘Alfabetização’ em pauta

Ao compartilhar experiências, como o de ter alunos na quinta série sem saber escrever o próprio nome, 60 coordenadores municipais do Pnaic discutem estratégias do Pacto pela Alfabetização na Idade Certa em Manaus

Coordenadores municipais do Pnaic em Manaus fizeram relatos importantes sobre a implantação do programa em 2013 e voltarão em abril para o encerramento do primeiro ano do trabalho

Coordenadores municipais do Pnaic em Manaus fizeram relatos importantes sobre a implantação do programa em 2013 e voltarão em abril para o encerramento do primeiro ano do trabalho (Divulgação)

Ainda que enfrentando falta de material didático, dificuldade em acessar as salas ambientes na Internet e de apoio das secretarias municipais, o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) está avançando na maioria dos municípios amazonenses, de acordo com relato de coordenadores municipais do programa reunidos no auditório da Faculdade de Estudos Sociais (FES) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). No seminário, 60 coordenadores municipais compartilharam experiências como o de ter alunos na quinta série sem saber escrever o próprio nome, mas após com a utilização do método do programa essa realidade já mudou, como disse a coordenadora de ensino Josivete Andrade Machado Farias, do município de Nhamundá (a 375 quilômetros de Manaus).

Segundo Josivete, logo que o Pnaic foi apresentado aos professores, muitos se mostraram resistentes, mas com o tempo eles ganharam confiança. “A partir de um diagnóstico da situação dos estudantes, passamos a adotar os procedimentos metodológicos do Pnaic no 4º e 5º anos, estimulamos a participação dos professores dessas séries como ouvintes e reproduzimos as apostilas do programa para esses professores”, explicou ela, afirmando que a estratégia deu tão certo que os alunos de 4º e 5º ano estão nivelados e os do primeiro já sabem ler e escrever. Mas ela destaca que as estratégias formativas contemplam atividades de estudo, planejamento e socialização da prática, que esbarram na falta de material didático, dificuldade em acessar as salas ambientes na Internet e de apoio das secretarias municipais de educação.

ESTRATÉGIAS

No município de Manaquiri (a 60 quilômetros), a coordenadora Milane Sena da Silva, 36, apontou a falta de apoio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) do município, resultado da troca dos gestores, mas segundo ela, há uma tentativa de acerto agora. Com 66 professores no programa, três formadores e um universo de 936 crianças a serem alfabetizadas, Milane aposta em sucesso. “É gratificante ver o resultado nas crianças lendo a partir do terceiro ano”, disse ela, lembrando ser comum encontrar estudantes do 5º ano sem saber ler.

A falta de material didático que não chegou é um dos problemas do programa no Careiro da Várzea (a 102 quilômetros), disse a coordenadora Tereza de Jesus Alves Simplício, 52. É complicado não ter todos livros, porque isso retarda os efeitos do programa, que tem bons resultados porque somos persistentes e usamos a criatividade”, explicou ela, citando que uma questão que contribui para o desempenho das crianças é a falta de apoio na escola, onde só existem livros didáticos e na própria família, onde a criança não encontra muito incentivos para avançar na leitura.

Objetivo é garantir à criança letramento aos oito anos

O Programa Nacional de Alfabetização Na Idade Certa (Pnaic) é um compromisso assumido pelos governos Federal, dos Estados e Municípios para assegurar a plena alfabetização de todas as crianças até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino Fundamental. Nesse aspecto, uma das atividades é a Formação Continuada de Professores Alfabetizadores, que desenvolve-se a partir de um processo de formação entre pares, em um curso presencial, como este encerrado ontem, na Ufam.

Segundo a professora Clotilde Tinôco, coordenadora pedagógica do programa, em 2013, os professores orientadores de estudo participaram de um curso desenvolvido pela Ufam, através do Centro de Formação Continuada, Desenvolvimento de Tecnologia e Prestação de Serviços para as Redes Públicas de Ensino (Cefort), com carga horária de 200 horas, objetivando, sobretudo, a articulação entre diferentes componentes curriculares, com ênfase em linguagem.