Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Proposta da CMM sobre 'cota-aluguel’ é criticada por vereadores

Quatro vereadores se manifestaram contra a proposta de uso da Ceap para alugar escritórios parlamentares nos bairros. Plínio Valério, vereador pelo PSDB, defendeu a proposta citando as criticas como 'hipocrisia e bobagem'

Vereador Arlindo Júnior classificou de exagero a proposta de utilização da verba indenizatória para locação de escritórios

Vereador Arlindo Júnior classificou de exagero a proposta de utilização da verba indenizatória para locação de escritórios (Dicom/CMM)

A proposta de uso da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) para alugar “escritórios” parlamentares nos bairros foi alvo de críticas de vereadores na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), na sessão desta quarta-feira (26).

Os vereadores Arlindo Júnior (Pros), Elias Emanuel (PSB), Mário Frota (PSDB) e Plínio Valério (PSDB) se manifestaram contra o artigo da minuta de projeto de lei de autoria da Mesa Diretora que prevê a destinação de até 60% da cota, de R$ 14 mil, para o aluguel dos imóveis. O texto atende, em parte, à determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) de ajustes na legislação atual.

Arlindo Júnior defendeu o uso da Ceap, mas disse que considera um exagero a locação de gabinete externo. “Alugar coisas no bairro para dizer que vai ter um escritório, isso também já é demais”, declarou. “Acredito que nenhum homem que veio pra cá, que no mínimo teve mais de três mil votos, é inteligente o suficiente para fazer uma asneira como essa”, disparou.

Elias Emanuel, por sua vez, disse que para tirar qualquer tipo de “poeira” dessa questão, o melhor para a Casa é “retirar da verba da Ceap qualquer possibilidade de utilização do recurso para o aluguel de escritório”. “Sou contra que a Ceap seja utilizada para aluguel de comit... de escritórios. Porque essa história de comitê em bairro é balela porque todos sabem que o vereador que é candidato não usa Ceap”, afirmou, explicando que o uso da cota é suspenso durante o período da campanha eleitoral – que é de apenas 90 dias antes das eleições.

Mário Frota (PSDB), que já havia declarado ser contra a proposta, reforçou seu posicionamento. “Vivemos em Manaus. Nós temos casa, escritório. No Congresso, isso até se justifica plenamente”, ressaltou. Já o tucano Plínio Valério classificou como imoral o aluguel. “Alugar escritório em bairro não vou porque é imoral, mas gasolina vou pagar com verba do Ceap”, disse o vereador.

Em coletiva à imprensa, o presidente da Casa, Bosco Saraiva (PSDB), disse que está “extremamente satisfeito” com o debate acerca da Ceap. “Há uma proposta. E cada um de público claramente coloca se é a favor ou contra. Tem itens que a gente precisa ajustar”, disse. “Têm essas implicações que só o debate traz às luzes”, completou.

O presidente lembrou que o TCE-AM também se manifestou no sentido de que os serviços da cota fossem licitados. “O entendimento da Procuradoria é diferente do TCE, visto que isso é uma verba indenizatória e portanto não tem como licitar”, disse. Segundo o presidente, a proposta que já recebeu complementação de quatro vereadores irá a plenário para a deliberação no próximo dia 10 de março.

Plínio Valério opina em blog


“Por que essa hipocrisia de que o vereador tem que se afastar para ser candidato? Isso é bobagem. Nós já sofremos pressão. Já passamos por isso. É pressão boba de jornalistas que pensam que podem traçar a linha métrica aqui, de quem pensa que pode dizer o que eu devo ou não fazer (...) Já fiz campanha assim e vou continuar fazendo campanha assim (...) Ceap. Verba. Vou usar enquanto for legal e não for imoral. Alugar escritório em bairro, não vou porque é imoral, mas gasolina vou pagar com verba do Ceap (...) É um privilégio de ser vereador? É um privilégio sim senhor! Há regalias! Há vantagens! Para isso a gente se destaca no meio de 2 milhões de pessoas. Qual o mal que há isso?”, disse Plínio, que é formado em Jornalismo.