A situação do presídio de Parintins (a 325 quilômetros de Manaus) agora é de calamidade pública. Não bastasse a superlotação, o problema se agravou porque o telhado da unidade prisional desabou com o temporal da semana passada e, agora, chove em todas as celas. Por causa disso, presos do regime semiaberto não passam mais a noite na cadeia.
Nesta quarta-feira (09) à tarde, juízes e promotores da Comarca do Município, acompanhados de representantes da Igreja Católica, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de representantes da prefeitura foram ao presídio para uma nova inspeção. O pedido que será feito hoje pelas autoridades à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado ( Sejus) e a Comissão Carcerária do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) é que a unidade prisional de Parintins receba, com urgência, uma reforma. O presídio continua parcialmente interditado.
Em Parintins, as pancadas de chuva dos últimos dias registraram maior volume na madrugada, o que piorou ainda mais a crise na unidade prisional. “Não dá mais para esperar”, disse a promotora de Justiça Renata Cintrão.
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