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Disputa eleitoral promete sacudir alianças partidárias do Amazonas

Quebrando a tradição, grupos políticos que estarão na disputa do Governo do Estado em 2014 anteciparam alianças. Pela legislação eleitoral, os partidos têm até o dia 30 de junho para definir coligações e escolher seus candidatos

Eleições 2014: Corrida ao governo do Estado do Amazonas

Eleições 2014: Corrida ao governo do Estado do Amazonas (Heli)

O mês de junho ainda não chegou, mas a fogueira das alianças partidárias no Amazonas já está queimando com fogo alto e sendo pulada pelas lideranças que antecipam a formação de chapas para a disputa de 2014 no Estado. As decisões que costumam ocorrer na última semana de junho, no limite para as convenções, se precipitaram com um prazo de um mês e meio do que tradicionalmente ocorre há pelos menos dez eleições.

Nesta sexta-feira (16), o PSD do ex-governador Omar Aziz, após pressão do governador José Melo (Pros), anuncia, às 10h, apoio à sua reeleição ao Governo. Neste sábado (17), às 9h. O PT-AM, num clima interno diferente dos últimos pleitos, homologa apoio à candidatura ao Governo de Eduardo Braga (PMDB).

O PCdoB, após reiterados recados de José Melo aos comunistas para entregar os cargos caso ficassem com Braga, convocou para hoje, o dia inteiro, reunião extraordinária em que discutirá o provável anúncio de apoio a Braga.

Na periferia desse arraial político, os partidos nanicos também já tomam lugar nas danças típicas que antecedem as formalidades das convenções. O PRB, ligado à Igreja Universal, também oficializa apoio a Eduardo Braga hoje às 17h. Para o evento foram anunciadas as presenças do presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, e do ministro da Pesca, Eduardo Lopes. Ontem, Braga reuniu à noite na Compensa com 300 pastores independentes de várias denominações evangélicas.

O PTB de Sabino Castelo Branco foi o primeiro a pegar na mão de Braga e pular a fogueira, num momento em que as demais siglas ainda se preparavam para a quermesse eleitoral no contexto de administrar espaços de poder no Estado, cujo chefe do Executivo é candidato à reeleição.

O anúncio do PSD hoje de apoio à candidatura de José Melo, incentivada e estruturada pelo próprio ex-governador Omar Aziz, foi precedido por uma reunião da base aliada do Governo do Estado de dois dias no final de semana passado. Nela, lideranças do Pros, PSD, DEM e políticos do PSDB chegaram à conclusão que neste momento da pré-campanha adiar o anúncio de apoio a José Melo poderia prejudicar a marcação do passo dele na dança eleitoral.

PSD e Pros já admitem a perda do PT para o PMDB no Amazonas. No entanto, o grupo ainda não fechou decisão sobre o palanque nacional. Para tentar evitar um incêndio na base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT) no Amazonas, o presidente nacional do PT Rui Falcão também vai pular fogueira no Amazonas. Amanhã, enquanto os delegados do PT homologam a decisão de ceder o precioso tempo de TV ao PMDB, Falcão oferecerá um “quentão” nada fácil de degustar para Omar e Melo: irá articular para que os dois peçam votos para Dilma Rousseff, que terá Braga como candidato ao Governo.

O presidente estadual do PT no Amazonas, Valdemir Santana, que conduziu a cuidadosa simpatia de descobrir o nome do noivo da sigla (Braga) no tronco da bananeira, acredita que em 2014 o PT-AM não marchará mutilado como em pleitos passados. “Omar e Melo não podem reclamar. Em 2010, 90% do PT, inclusive eu, não apoiamos Alfredo (Nascimento), mas, sim, Omar, Melo e Braga. Este ano, estamos do mesmo lado. Não temos culpa se eles brigaram. Não vamos nos meter em briga de irmãos”, declarou às gargalhadas.

Pressionados, aliados reagiram

Ao mesmo tempo em que avança na pressão por apoio público à sua candidatura um mês e meio após assumir a titularidade do Executivo, o governador José Melo amargou esta semana duas reações antipáticas de políticos à pressão fisiológica (tipo de relação política pautada pela troca de favores e cargos).

As reações vieram do prefeito de Manaus, Artur Neto, um dos apoios mais cobiçados por Melo em 2014, e do ex-secretário da Sejel, Anderson Souza, cria do PCdoB que deixou esta semana a pasta administrada pela sigla há oito anos.

Após interlocutores de José Melo indicarem que, caso Artur Neto prolongasse a estada em cima do muro adiando anúncio de apoio neste pleito, o governador tinha um plano B para executar as promessas de ações do Governo do Estado em Manaus. Ao invés de repassar R$ 110 milhões para o tucano tocar as obras de infra-estrutura, Melo faria ele próprio as obras de tapa-buracos na cidade por meio da Região Metropolitana sem dividir os louros da ação com Artur.

No domingo, em seu perfil no Facebook, Artur declarou: “Nesses tempos de convivência administrativa e construtiva com ele (José Melo), passei a ter por sua figura apreço verdadeiro, como verdadeiros são todos os meus apreços e desapreços (...). Lidar comigo é muito fácil. Pode tornar-se difícil, a depender de minha altivez estar sendo desafiada”.

Na segunda-feira, Anderson Souza se demitiu da Sejel alegando que não se submeteria à pressão eleitoreira e chantagens.

A aliados, nos últimos dias, Artur Neto já admite descrença de que o Governo Federal libere as verbas prometidas e que eram apontadas como principal motivo do adiamento do posicionamento dos tucanos em relação à eleição de 2014, o que teria preservado Dilma e Eduardo Braga de ataques diretos até este momento da pré-campanha.

Amazonino pode reunir crias no mesmo palanque

A um mês e meio do prazo final das convenções partidárias, o pai político do trio Eduardo Braga, Omar Aziz e José Melo, Amazonino Mendes (PDT), ainda pode promover milagres na festa junina eleitoral como santo casamenteiro de candidaturas adversárias. Por outro lado, parte das nove pré-candidaturas postas até agora também podem escorregar no pau de sebo, o que é tradição nos festejos das convenções no Amazonas.

Embora esteja fora do poder há dois anos, o ex-prefeito é incensado e frequentemente procurado pelas crias. Ao longo deste ano eleitoral, Amazonino já repetiu várias vezes que iria trabalhar para reunir todos os pupilos no mesmo palanque.

No final do ano passado, quando participava de um evento no Tribunal de Contas do Estado (TCE), Amazonino Mendes confessou que ainda acreditava numa união das crias e gostaria de ser ele o conciliador e evitar “o fraticídio” (crime em que irmão mata irmão) em 2014.

Nos últimos dias, interlocutores fazem chegar à imprensa notícias de encontros de Amazonino Mendes tanto com Omar Aziz, quanto com Eduardo Braga. Em março, o ex-prefeito prestigiou a posse de José Melo no Governo e também foi prestigiado nos discursos de Omar e Melo.

Nos bastidores, nas últimas semanas, se cogitou a candidatura dele ao Senado numa chapa com o PMDB. Esta semana, a reportagem apurou que no PDT a ideia não vingou. Amazonino Mendes também já foi cogitado para a disputa por vagas na ALE-AM.