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Eleições 2014: Candidatos sem nível superior somam 54% no AM

Dos 723 candidatos que pediram registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) para disputar as eleições no Amazonas, 390 não têm formação universitária

Presidente do TRE, desembargadora Socorro Guedes, durante reunião em que os candidatos ao Governo do Estado assinaram pacto contra a baixaria na campanha

Presidente do TRE, desembargadora Socorro Guedes, durante reunião em que os candidatos ao Governo do Estado assinaram pacto contra a baixaria na campanha (Érica Melo)

O percentual de candidatos que não possuem curso superior e que querem disputar as eleições deste ano no Amazonas é de 43%. Se forem considerados os que não concluíram a graduação, o percentual sobe para 54%. Entre os que declararam ocupação, a maioria dos candidatos informou ser empresário. São 89 candidatos ou 12,3%.

Os dados, disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – www.tse.jus.br –, apontam que dos 723 candidatos que foram cadastrados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) 390 não possuem formação superior. Destes, 79 chegaram a iniciar uma graduação, mas não concluíram. Os outros 333 possuem formação completa.

Entre os que não possuem graduação, a maioria, 228 candidatos ou 31,5%, concluiu o ensino médio completo. Com o ensino médio incompleto, aparecem 13 candidatos na lista do TSE. Outros 58 candidatos possuem o ensino fundamental, sendo que 35 concluíram essa etapa dos estudos. Somente, 12 candidatos informaram que sabem apenas ler e escrever.

‘Outros’

Quanto à ocupação, o levantamento informa que 118 candidatos, ou 16,3%, declararam à Justiça Eleitoral que seu emprego não se encaixa em nenhum dos 96 relacionados pelo TSE e aparecem com opção “outro”.

Na lista das ocupações e profissões declaradas pelos candidatos, servidor público estadual é a que figura na segunda colocação – são 32 candidatos, o que representa 4,4% do total. Em seguida, “deputado” aparece como a ocupação de 3,9% dos candidatos. Na lista das dez ocupações mais registradas estão 26 administradores (3,6%), 25 servidores públicos municipais (3,4%), 25 vereadores (3,4%), 24 comerciantes (3,3%), 20 advogados (2,7%), 20 professores de ensino médio (2,7%) e 18 médicos (2,5%).

Entre os candidatos estão ainda 17 policiais militares (2,3%) e 14 estudantes (1,9%). Com 11 representantes entre os candidatos estão aposentados, assistentes sociais, professores do ensino fundamental, professores do ensino superior e agentes administrativos.

Perfil

Cinco dos sete candidatos a governador possuem formação superior. São eles: Abel Alves (Psol), advogado; Chico Preto (PMN), deputado; Eduardo Braga (PMDB), senador; José Melo (Pros), governador; e Marcelo Ramos (PSB), deputado. Luiz Navarro (PCB), que não concluiu o ensino médio, informa que é trabalhador da construção civil. Já Herbert Amazonas (PSTU) tem o ensino médio concluído e é servidor público federal, trabalha nos Correios.

Seis dos sete candidatos a vice são graduados: Francisco Castelo (PCB), veterinário, aposentado; Gilberto Vasconcelos (PSTU), professor do ensino fundamental; Gustavo Braz (PMN), advogado; Mário Lúcio (Psol), professor univeristário; e Rebecca Garcia (PP), deputada. Henrique Oliveira (SDD), deputado, não concluiu a graduação.

Cinco dos seis candidatos a senador têm formação superior: Francisco Praciano (PT), Jonatas Almeida (PMN), Marcelo Serafim (PSB), Omar Aziz (PSD) e Professor Queiroz (Psol). Júlio Cézar (Psol) tem o ensino médio.

Nem todas as siglas preenchem cota

Uma alteração na Lei das Eleições (lei federal 9.504/1997) feita há cinco anos (a lei federal 12.034/2009) tornou obrigatório o cumprimento de cota mínima de 30% de candidaturas de um gênero e a máxima de 70% do outro, garantindo às mulheres um terço das candidaturas para os cargos proporcionais no Legislativo (deputados estaduais, federais e vereadores).

A lei previa que o partido ou coligação deveria “reservar” o percentual para candidatas, mas a alteração garantiu que as instâncias partidárias devem “preencher” a cota mínima. Dados disponibilizados pelo TSE revelam que coligações no Amazonas não chegaram a preencher o percentual mínimo para essas eleições no ato do pedido de registro. Esse número, contudo, pode mudar ao final do julgamento das candidaturas.

Para o cargo de deputado federal, a coligação “Fazendo Mais por Nossa Gente” (Pros- DEM-PSDB-PR-PTN-PSC-PTdoB-PTC-PRTB-PEN-PV-PHS-PSL-PSD-SDD) não alcançou os 30% de candidaturas femininas no ato da apresentação dos pedidos de registro ao TRE. Dos 24 candidatos, sete são mulheres, o que representa 29,1%.

O PRP, que vai sair sozinho, só registrou 16% de participação feminina – entre sete candidatos homens, apenas uma mulher. Para o cargo de deputado estadual, a coligação “Renovação e Experiência I” (PMDB- PP- PT- PTB- PRB) marcou 29,7% de mulheres entre os candidatos. De 52, elas são 22. Para as vagas do Executivo e para o Senado, não há regras que determinem uma participação feminina mínima nas campanhas.

Dados divulgados pelo TSE mostram que 7.407 mulheres se candidataram este ano em todo o País. Há quatro anos atrás, 5.056 candidatas concorreram O número de mulheres que disputarão o pleito no dia 5 de outubro é 46,5% maior do que na última eleição, em 2010.

De quase 25 mil candidatos em todo o Brasil, 7.407 são do sexo feminino, representando 29,73% do total de concorrentes em 2014. Na Eleição de 2010, eram 5.056 candidatas (22,43%).

A disputa para deputado federal e estadual registrou o maior número de mulheres candidatas: 7.237 candidaturas, 2.404 a mais do que em 2010. Nas eleições deste ano, 2.057 mulheres (30,45%) irão concorrer para deputada federal. Nos estados, o número também é expressivo, com 4.880 candidaturas femininas (30,04%) que disputarão as vagas nas Assembleias Legislativas.