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Eleições de 2014 animam o setor das gráficas em todo o País

Setor está otimista com a procura por impressos como cartazes, panfletos e santinhos, que sempre aumenta em período eleitoral

Eleições animam gráficas

Eleições animam gráficas (Heli Mascarenhas)

No dia cinco de outubro deste ano, os amazonenses vão às urnas para escolher o novo presidente da República, o governador, oito deputados e um senador. Até lá, a impressão de panfletos, santinhos, cartazes e materiais de campanha deve movimentar o setor das gráficas em todo o País, como acontece em toda época de eleição. Estimativas feitas pela equipe dos candidatos a governador indicam que, juntos, eles devem gastar R$ 56,4 milhões na campanha eleitoral. Isso está deixando animado o segmento de gráficas e empresas de comunicação visual.

Para algumas, o período já é certeza de lucro acima da média. Na Grafinick, por exemplo, a expectativa é que o rendimento triplique nas eleições. Em entrevista ao A CRÍTICA, a gerente administrativa do estabelecimento, Albaniza Lira, garantiu que o período eleitoral é o melhor momento para o segmento de gráficas ganhar dinheiro.

“Geralmente, os políticos pedem quantidades enormes, acima de um milhão e, como são vários itens de vários políticos, o lucro sobre muito. Eles sempre pedem panfletos, santinhos e cartazes, é o trio favorito”.

Para atender a alta demanda da época, a gerente afirma que é preciso preparação, principalmente quando não se quer deixar de receber outros pedidos, além dos que envolvam as eleições.

“Nós funcionamos desde 1997 e sempre atendemos aos pedidos eleitorais. Com a experiência, vimos que é preciso organização. Como queremos continuar atendendo outros setores, vamos trabalhar em três turnos no período eleitoral e contratar mais funcionários. É sempre assim. Só não posso estimar a quantidade de funcionários a mais agora, porque é algo que só fazemos após receber os pedidos”, explicou.

Sem otimismo

Nem todas as gráficas, porém, estão tão animadas com o período eleitoral. Na gráfica Ziló, a expectativa é de que o aumento da demanda seja dentro da média, nada digno de grandes comemorações. “Estamos aguardando ansiosos, mas é muito difícil ter um lucro realmente alto hoje em dia. Acredito que a produção cresça em torno de 20%, mas estamos correndo atrás e estamos abertos a qualquer candidato e a qualquer partido. Quem sabe não poso me surpreender este ano com a demanda”, estima o diretor do estabelecimento.

Assim como na Grafinick, a Ziló pretende contratar mais funcionários quando as encomendas começarem. “Como ainda não temos nada certo, é difícil estimar quantidade, mas vamos contratar mais funcionários com certeza”, informa. Quanto a estender o turno, no entanto, a postura já é diferente: “apenas se houver uma demanda sobrenatural. Acredito que apenas mais funcionários consigam resolver a demanda a mais”.

Preços e pagamento

Nenhuma das gráficas entrevistadas soube estimar o preço dos produtos mais pedidos pelos candidatos. De acordo com a gerente e o diretor, o valor é muito relativo. “Depende do tipo de papel, do tipo de arte, da impressão, da quantidade, enfim, são muitas variáveis. Só dá pra falar de valores com a proposta”, explica Albaniza Lira.

Em relação ao pagamento, a gerente também frisou que é importante manter uma postura séria desde o início para não sair no prejuízo. “É preciso ficar muito esperto em relação à cobrança”.