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Empresários elaboram planos para desatar nós e gerar mais riquezas na ZFM

Dirigentes da indústria amazonense estão elaborando um documento que será entregue aos candidatos a governador do Estado. Nele, apontam os problemas que impedem o pleno desenvolvimento da Zona Franca de Manaus

Vista aérea do Polo Industrial de Manaus

Vista aérea do Polo Industrial de Manaus (Arquivo/Suframa)

A indústria local, principal engrenagem geradora de riquezas no Amazonas, comemora a prorrogação dos incentivos fiscais federais por mais 50 anos, agora até 2073, mas de olhos atentos ao processo eleitoral. Afinal, estão em jogo os cargos de governador, presidente da República, na corrida pelo Executivo, enquanto no Legislativa a peleja é para vagas no Senado, na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

Impulsionados por esses dois eventos, empresários da indústria amazonense se armam de argumentos para defender e alavancar o modelo junto aos candidatos elegíveis e aproveitam o momento pós-prorrogação na tentativa de desatar os “nós” da primeira fase do projeto, contando com o apoio da classe política, durante os próximos 50 anos.

DINHEIRO apurou que um ofício de aproximadamente 15 páginas está em fase de aprovação na diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) para ser enviado, nos próximos dias, prioritariamente, aos sete candidatos ao governo estadual e teve acesso às principais reivindicações que vão compor o documento.

Cobranças

Entre os tópicos, que dizem respeito às prioridades do modelo ZFM na visão dos empresários, está uma modificação na forma de trabalhar a fixação de Processos Produtivos Básicos (PPBs) – conjunto de regras que regulariza a produção de qualquer item no Polo Industrial de Manaus. De acordo com a classe empresarial, a demora para aprovação das portarias atrasa a implantação de novos projetos no parque fabril.

Outro ponto, também amplamente reivindicado, é a melhoria da infraestrutura e a redução de gargalos logísticos que sugam dos empresários da região a vantagem competitiva obtida com a concessão dos incentivos fiscais.

Questões como a formação e o treinamento de mão de obra qualificada, meios para alcançar um status de segurança jurídica – ambiente que permite ao empresário investir sem a preocupação com a mudança de regras em relação ao modelo – e a criação de um plano estratégico de governo para acompanhar e alcançar, no período de mandato, os objetivos definidos, também vão integrar o ofício.

Contribuições

O vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, que comandou, junto ao titular da Federação, Antônio Silva, e em parceria com os empresários amazonenses, a confecção do documento, explicou que a intenção da iniciativa foi aproveitar as eleições e o momento da prorrogação para chamar a atenção da classe política para pontos relevantes aos setores produtivos do PIM. “É uma boa oportunidade para que a classe empresarial encaminhe sugestões que contemplem o coletivo da indústria. Esperamos que as sugestões sejam incorporadas ao debate franco durante as eleições”, argumentou.

Segundo ele, todos os tópicos aprovados têm em comum um ponto. “Contribuir para tornar a indústria local atrativa aos investimentos previstos para os próximos 50 anos”, resumiu.