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Entrada do vírus chikungunya no Amazonas preocupa mais do que o Ebola, alerta especialista

Estado e prefeitura buscam eliminar focos do mosquito transmissor da doença viral, parecida com a dengue, como a melhor forma de prevenção

A eliminação dos focos de mosquitos transmissores da dengue foi debatida

Os mosquitos transmissores da dengue e febre amarela podem espalhar o novo vírus (Arquivo AC)

Embora não exista vacina contra a febre chikungunya, adotar medidas simples no próprio domicílio e arredores que ajudem a combater a proliferação do mosquito transmissor da doença é a melhor forma de prevenção, segundo a diretora-presidente em exercício da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam), Rosemary Costa Pinto.

A febre chikungunya é uma doença viral parecida com a dengue, transmitida por um mosquito comum em algumas regiões da África. Nos últimos anos, inúmeros casos da doença foram registrados em países da Ásia e da Europa. Recentemente, o vírus “CHIKV”, como é chamado, foi identificado em ilhas do Caribe e na Guiana Francesa, país latino-americano que faz fronteira com o Amapá.

Por mais que nenhum caso da febre Chikungunya tenha sido registrado na região, o risco de transmissão local existe. E é maior do que o “temor” do momento, o ebola. “A possibilidade de chegada de um caso do Ebola aqui é mais remota do que a entrada do chikungunya, em função de ser uma doença de transmissão vetorial, onde nós termos a presença do vetor (mosquito), por termos uma estrada que nos liga à Venezuela”, disse a diretora.

Segundo ela, o controle o Aedes albopictus, transmissor do vírus, em Manaus, está sendo feito por meio de um plano de contingência da Secretaria Municipal de Saúde ( Semsa), junto com a Susam, com a capacitação da rede de assistências, dos hospitais, dos prontos socorros, da Fundação de Medicina Tropical, e dos médicos e enfermeiros do programa Saúde da Família, da prefeitura.

A diretora ainda informou que um plano de emergência esta sendo executado, com a emissão de notas técnicas para todos os municípios do Estado, orientando sobre sintomas da doença, medidas de notificação, orientações de coleta de sorologia, medidas preventivas e o controle do mosquito.

Ciclo

Certo, por enquanto, segundo Rosemary, é que o chikungunya está migrando e chegou às Américas. No Brasil, a preocupação é maior porque o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da dengue e da febre amarela, têm todas as condições de espalhar esse novo vírus pelo País.

Seu ciclo de transmissão é mais rápido do que o da dengue. Em, no máximo sete dias, o mosquito começa a transmitir o vírus para quem não possui anticorpos contra ele. Por isso, o objetivo é bloquear a transmissão tão logo apareçam os primeiros casos.

Sintomas podem ser confundidos

Embora os vírus que provocam a febre chikungunya e a dengue tenham características distintas, os sintomas das duas doenças são semelhantes e podem ser confundidos.

Na fase aguda da chikungunya, a febre é alta, aparece de repente e vem acompanhada de dor de cabeça, mialgia (dor muscular), exantema (erupção na pele), conjuntivite e dor nas articulações (poliartrite). Esse é o sintoma mais característico da enfermidade: dor forte nas articulações, tão forte que chega a impedir os movimentos e pode perdurar por meses depois do fim da febre.

Ao contrário do que acontece com a dengue (que provoca dor no corpo todo), não existe uma forma hemorrágica da doença e é raro surgirem complicações graves, embora a artrite possa continuar ativa por muito tempo.

O diagnóstico depende de uma avaliação clínica cuidadosa e do resultado de alguns exames laboratoriais. Casos suspeitos de infecção pelo CHIKV devem ser notificados em até 24 horas para os órgãos oficiais de saúde.