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Estudantes do AM desenvolvem projeto com métodos sustentáveis de geração de energia

O fogão solar é um dos projetos apresentados na exposição 'Energia: movendo o futuro', promovida pelo Sesc no Studio 5 Mall até o dia 19 de julho na capital

Katrini Paiva mostra que usar a energia eólica, gerada pelo vento, tem viabilidade

Katrini Paiva mostra que usar a energia eólica, gerada pelo vento, tem viabilidade (J. Renato Queiroz)

Imagine o ribeirinho, que mora longe dos centros urbanos e encontra dificuldades para comprar itens básicos, conseguir cozinhar sem utilizar gás de cozinha ou energia elétrica? Isso já é possível e a tecnologia empregada é simples e muito utilizada em países pobres da África. O fogão solar é um dos projetos apresentados na exposição “Energia: movendo o futuro”, promovida pelo Sesc no Studio 5 Mall até o dia 19 de julho. Segundo a bacharel em Física Katrini Paiva, é uma das atrações que mais chamam a atenção dos visitantes, por oferecer uma alternativa simples para um problema tão comum nos beiradões do Amazonas.


O fogão de ferro revestido de papel alumínio utiliza apenas a energia do sol para conseguir cozinhar os alimentos. Para Katrini, se o uso dessa tecnologia for disseminado para outras pessoas, especialmente em comunidades isoladas do Estado, será possível economizar muitos recursos e reduzir os impactos ao meio ambiente. “O custo é baixo, mas claro que é preciso ensinar a população a utilizar essa forma de energia da maneira correta”, explicou Katrini.

Pedalagas ‘enérgicas’

Outra atração da exposição é a bicicleta geradora de energia, em que o visitante pedala até conseguir acender todas as lâmpadas e gerar 220 volts de energia. Fazem parte da mostra ainda equipamentos como o gerador de Van de Graaff, usina hidrelétrica, usina eólica, painel solar, usina termoelétrica, turbina de Heron, gerador eletromecânico, globo de plasma, circuitos elétricos e a pilha de Volta.

Katrini lembra que a exposição apresenta também formas de economizar energia em casa, com a utilização de lâmpadas de pouco consumo. “Quando falamos em economizar dinheiro as pessoas sempre se interessam e querem saber mais”, acrescentou Katrini.

De acordo com o professor de biologia e monitor dos estudantes, Klaus Montenegro, é dessa forma dinâmica que os visitantes da exposição aprendem de onde vem toda a energia utilizada no dia a dia, desde a forma mais tradicional, por meio das hidrelétricas, até a energia produzida por circuitos elétricos. “A exposição faz com que a população discuta assuntos do cotidiano e todos tenham a oportunidade de vivenciar experimentos e oficinas que levam a refletir sobre sua realidade e a realidade do planeta”, enfatiza Klaus.

O estudante Pedro Lucas de Lima, 25, que estava no shopping e aproveitou para conhecer a exposição, contou que gostou bastante, pois aprendeu coisas que até então não sabia, como que a água das hidrelétricas não gera energia, e sim produz força para que outros fatores produzam a energia. “Se, para mim, essa exposição já é bacana, imagina para as crianças, que podem ligar e desligar e ver na prática de onde vem a energia”, disse Pedro.