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Estudo realizado no AM auxilia aprovação de novo remédio contra a leishmaniose nos EUA

No Brasil, estudos comprovaram que a eficácia do medicamento 'Miltefosina' é superior a 70% em pacientes no Amazonas e acima de 80% nos da Bahia

A leshimaniose é uma doença endêmica no Amazonas e quase todos os casos estão associados ao desmatamento irregular para fins de ocupação urbana

A leshimaniose é uma doença endêmica no Amazonas e quase todos os casos estão associados ao desmatamento irregular para fins de ocupação urbana (Luiz Vasconcelos)

Uma pesquisa realizada pela dermatologista da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Dourado (FMT-HT), Anette Talhari, no Amazonas, subsidiou a aprovação, há poucos dias, pelo rigoroso Food and Drug Administration (FDA) do medicamento Miltefosina para tratamento da leishmaniose dentro das fronteiras dos Estados Unidos. Órgão norte-americano responsável pela regulamentação de alimentos e medicamentos, o FDA, de acordo com a médica, entendeu como pouco eficazes os tratamentos existentes nos Estados Unidos.

No Brasil, estudos comprovaram que a eficácia da Miltefosina é superior a 70% em pacientes no Amazonas e acima de 80% nos da Bahia. “Portanto, temos, pela primeira vez, para todo o País, um tratamento administrado por via oral, para crianças e adultos”, disse a dermatologista. Entretanto, devido à burocracia, ainda não está disponível no País, onde a leishmaniose é considerada hoje uma das cinco mais endêmicos do mundo, com a média de 30 mil casos por ano.

No Brasil, o medicamento de primeira linha recomendado pelo Ministério da Saúde ainda é o antimonial, que tem eficácia pouco superior a 50% e o paciente necessita tomar, no mínimo, 20 injeções – uma por dia.

A pesquisadora explica que há estreita correlação entre as diferentes espécies de leishmania (o parasita causador da enfermidade) e a resposta ao tratamento com a Miltefosina e outras drogas.