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Especialistas alertam para riscos graves que o estresse pode causar

Pesquisa feita nos EUA revela a relação entre o estresse crônico e os ataques cardíacos e AVCs, Prevenção é o ‘remédio’ mais adequado para ajudar os pacientes

Aristóteles Alencar diz que pesquisa desvendou o ‘mecanismo’ do problema

Aristóteles Alencar diz que pesquisa desvendou o ‘mecanismo’ do problema (Antonio Lima/Arquivo-AC)

A relação entre o estresse crônico e os ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs), descoberta por cientistas norte-americanos e divulgada há alguns dias, é um fato importante por explicar o mecanismo de um fenômeno que já sabíamos acontecer há muito tempo, afirmou o cardiologista Aristóteles Alencar.

Segundo o médico, o estresse traz efeitos deletérios para o organismo e essa sempre foi uma preocupação de alguns especialistas. “Eu sempre procurei valorizar a condição psicossomática do paciente, por entender que o desemprego, perdas de familiares, separação, insegurança e dívidas são fatores que poderiam contribuir negativamente para saúde do paciente”, explicou o médico, lembrando que essas situações têm que ser perguntadas ao paciente durante as consultas.

Os cientistas afirmaram que o estresse crônico leva a ataques cardíacos e aos AVCs por provocarem a superprodução de glóbulos brancos, células de defesa do organismo, que em excesso podem ser prejudiciais à saúde. Esse excedente de células se acumula nas paredes das artérias, causando a redução do fluxo sanguíneo, o que favorece a formação de coágulos capazes de bloquear ou interromper a circulação.

Na verdade, os médicos já sabiam que o estresse crônico leva a doenças cardiovasculares, mas não conseguiam entender o mecanismo. Para descobrir isso, uma equipe de pesquisadores estudou 29 residentes médicos que trabalham em uma unidade de cuidados intensivos, ambiente de trabalho considerado modelo para a exposição ao estresse crônico, por conta do ritmo acelerado e da grande responsabilidade de tomar decisões de vida e morte.

Ao comparar amostras sanguíneas retiradas durante as horas de trabalho e de folga, assim como os resultados de percepção de estresse de questionários, os cientistas encontraram um vínculo entre o estresse e o sistema imunológico. Eles notaram, particularmente, que o estresse ativa células-tronco da medula espinhal, que por sua vez levam à superprodução de glóbulos brancos, também chamados de leucócitos.

Os glóbulos brancos são cruciais na cicatrização de ferimentos podem se voltar contra o próprio organismo.

Prevenção ajuda paciente

O cardiologista Aristóteles Alencar explicou que, muitas vezes, os fatores do estresse crônico desencandeiam dor no peito, pressão alta e palpitações, sintómas que devem ser levados em consideração imediatamente pelo paciente.

Com a possibilidade, aberta pelas pesquisas nos Estados Unidos, de mostrar como o mecanismo da lesão cardíaca ou cerebral ocorre, será mais fácil aconselhar o paciente dizendo que determinado fator de risco pode estar associado a um desfecho indesejável. “O paciente fica mais convencido e os médicos deverão valorizar mais esse detalhe do estado emocional do paciente”, acrescentou.

De acordo com o médico, uma coisa é você aconselhar o paciente, dizendo que determinado fator de risco pode estar associado a um desfecho indesejável. Outra coisa é poder mostrar como o mecanismo de lesão ocorre.

Ao explicar que os fatores de risco já bem estabelecidos, como história familiar de doença cardíaca, são importantes, Aristóteles lembra que, nos filhos de cardiopatas, as chances são maiores de se apresentar esse tipo de problema.

Com o acréscimo de outros fatores de risco, como a pressão alta não tratada, o diabetes melitus sem controle, o sedentarismo, o tabagismo e o estresse, o perigo aumenta. “Na atualidade, a hipertensão arterial não tratada e o uso de cigarros respondem pela maioria das mortes no mundo”, advertiu.