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Governador José Melo escolhe Yara Lins como nova conselheira do TCE-AM

Após aposentadoria de Lúcio Albuquerque, Yara assume o cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Amazonas. Ela será a segunda mulher a compor a corte

Auditora Yara Lins atendeu à representação interposta pela agência Sacada Publicidade LTDA

Yara Lins integra o quadro de pessoal do TCE desde 1979 e já atuou como taquígrafa, inspetora de controle externo e auditora (Euzivaldo Queiroz)

A auditora Yara Amazônia Lins foi escolhida pelo governador José Melo (Pros) como conselheira do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) na vaga destinada aos auditores, que foi aberta com a aposentadoria de Lúcio Albuquerque. Yara será a segunda mulher a compor a corte de Contas. A primeira foi a ex-senadora Eunice Michiles.

Conforme A CRÍTICA apurou, nesta terça-feira (10), poucas horas depois do pleno do TCE-AM conceder a aposentadoria de Lúcio Albuquerque e encaminhar a lista com o nome dos três auditores (além de Yara, Mário Filho e Alípio Reis) ao governador, José Melo encaminhou o nome de Yara Lins à Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), que deve confirmar a indicação.

“Todos têm interesse (na vaga). Não houve nenhum indicativo de quem ele (o governador) escolherá. Vou esperar sair o resultado oficial”, disse Yara, após a sessão. Ainda sem saber do resultado, Alípio Reis disse ontem que não tinha interesse na vaga e que por merecimento a mais indicada era Yara. Por conta de uma reunião com membros do seu gabinete, Mário Filho não pôde atender a reportagem.

A futura conselheira é a mais antiga auditora da corte. Foi nomeada para o cargo em 2002, mas integra o quadro do TCE-AM desde 1979, onde foi taquígrafa, inspetora de controle externo, auditora adjunta e assessora de conselheiro. Ocupa, atualmente a função de auditora-corregedora da corte. Yara Lins é prima dos deputados Átila Lins e Belarmino Lins.

Nesta terça-feira, os demais conselheiros escolheram o novo corregedor do TCE-AM, posto que era ocupado por Lúcio Albuquerque. Júlio Cabral foi o escolhido. E renunciou ao posto de ouvidor do órgão. A ouvidoria foi assumida por Júlio Pinheiro, que venceu a disputa contra Raimundo Michiles por quatro votos a dois. A alteração é importante porque indica a linha sucessória na presidência, que por tradição é ocupada hierarquicamente pelo vice-presidente, corregedor e ouvidor, respectivamente, após o termino do mandato do presidente.

O TCE-AM é composto por sete conselheiros e três auditores, que são responsáveis pelo julgamento da correta aplicação de um orçamento de R$ 14 bilhões do Governo do Estado e das demais verbas utilizadas pelas 62 prefeituras do Estado do Amazonas e das empresas, autarquias e fundações a elas ligadas.

Lista de fichas sujas do TCE possui 36 prefeitos

Levantamento do TCE-AM com os potenciais “fichas sujas” revela que 36 prefeitos e ex-prefeitos e 110 ex-presidentes de câmaras municipais tiveram as contas reprovadas nos últimos oito anos, sem possibilidade de recurso – um dos requisitos para serem enquadrados na condição de ficha suja. A lista foi divulgada ontem pelo TCE-AM e é a mesma entregue ao Ministério Público Eleitoral (MPE), ao Ministério Público do Amazonas (MPE-AM), ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM).

Entre os gestores com contas reprovadas está o deputado estadual Wilson Lisboa (PCdoB), que foi prefeito de Fonte Boa e teve as contas de 2008 e 2009 da prefeitura julgadas irregulares. E o prefeito de Barcelos José Ribamar Beleza. A lista tem 146 gestores, que em alguns casos com mais de uma condenação.

A relação inclui o ex-prefeito de Tonantins Jorge Amazonas Azevedo; Francisco Dissica Valério Tomaz, ex-prefeito de Eirunepé; José Maria Muniz de Castro, ex-prefeito de Iranduba; Adail Pinheiro, prefeito afastado de Coari; José Vicente Amorim, ex-prefeito de Pauiní; Raimundo Rodrigues Amorim, ex-prefeito de Canutama.

Também fazem parte da relação divulgada ontem pelo TCE-AM: Rosário Galate Neto, ex-prefeito de Atalaia do Norte; Sebastião Maciel, ex-prefeito de Nova Olinda do Norte; Vasco Bento Ribeiro, ex-prefeito de Boa Vista do Ramos; Antonino Machado e Edson Bessa, ex-presidentes da Câmara de Manacapuru; Antonio Ferreira Lima, ex-presidente da Câmara de Caapiranga; Cílio Nogueira, ex-presidente da Câmara de Autazes; Hilton Laborda, ex-presidente da Câmara de Novo Aripuanã; e Ivan Lucena de Melo, ex-presidente da Câmara de Japurá.

O presidente do TCE-AM explicou que os gestores ainda não estão inelegíveis e caberá o TRE-AM decidir se poderão concorrer ou não as eleições de outubro. “Várias condenações aqui foram porque o cidadão foi relapso, mas isso não dá o crime doloso, dá o culposo. O TCE faz a sua parte e não julga. Quem julga é o (tribunal) Eleitoral”, disse.