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Greve da Suframa completa três semanas e não obtém resposta

Servidores da Suframa continuam de braços cruzados. Situação deles foi discutida nesta terça-feira (11) em audiência pública na ALE-AM

Suframa

A greve foi deflagrada no dia 19 de fevereiro e ainda não houve nenhuma ação governamental (Bruno Kelly/12/Out/2011)

A defasagem salarial dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) foi tema de Audiência Pública realizada nesta terça-feira (11) no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas. De autoria dos deputados estadual Marco Antônio Chico Preto (PMN) e Marcelo Ramos (PSB), a audiência foi dirigida pelo presidente em exercício, deputado Belarmino Lins (PMDB), e contou com a presença de sindicalistas e dirigentes da indústria e do comércio.

No fim dos trabalhos ficou definido que será feito um documento com o aval dos deputados estaduais Chico Preto, Sinésio Campos (PT) e Abdala Fraxe (PTN) relatando o que foi discutido na audiência pública a fim de que o mesmo seja levado ao conhecimento da bancada federal do Amazonas que fará o encaminhamento necessário.

A greve foi deflagrada no dia 19 de fevereiro e ainda não houve nenhuma ação governamental no sentido de atender às reivindicações da categoria que passam pela reestruturação dos salários e a deficiência na infraestrutura dos prédios da autarquia. Os integrantes do Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sindframa) dizem que a greve foi à solução encontrada diante da recusa do Governo Federal em dialogar com a categoria.

Neste interin, o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) entrou com mandado de segurança na Justiça Federal contra a Suframa, obtendo decisão favorável para liberação de matéria prima. O presidente do Cieam, Wilson Périco, disse que a ação impetrada pela entidade não foi contra a Suframa, mas sim contra a morosidade do governo em tratar os assuntos de direitos desses servidores. “Bem como, tratar a Zona Franca de Manaus (ZFM) pela representatividade e dignidade que ela tem”, disse.

O presidente da Sindframa, Estênio Ferreira Borges da Encarnação, disse que hoje os cargos de nível Superior da Suframa ganham menos que a média dos cargos de nível Médio do Governo Federal. Conforme tabela apresentada pela entidade, atualmente, um auxiliar de serviços gerais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) ganha R$ 4.698,04 enquanto um servidor de nível Superior da Suframa recebe R$ 4.210,05. “Nosso pleito é justo, queremos apenas chegar ao patamar da média salarial dos demais órgãos”, disse.