O Sindicato dos Rodoviários de Manaus é acusado de extorquir empresários do transporte coletivo cobrando valores de R$ 40 mil a R$ 125 mil para não fazer greve no sistema de transporte público da cidade. A denúncia foi feita pelo diretor-financeiro do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Manaus (Sinetram), César Tadeu Teixeira, que também é dono da empresa Líder, uma das dez que atuam no transporte público da capital.
Ele resolveu “abrir o jogo” depois de ser pressionado por diretores do sindicato em uma greve que paralisou 100% da empresa Líder, na manhã de ontem, no núcleo 15, do bairro Cidade, Zona Norte. Os 320 funcionários da empresa paralisaram as atividades, supostamente a mando do sindicato, até às 10h de ontem e deixaram 20 mil usuários sem o transporte. A greve foi acompanhada pelos diretores do sindicato da categoria e só terminou quando o prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), foi ao local negociar o retorno ao trabalho.
Segundo César Tadeu, os donos das empresas de transporte coletivo são obrigados a pagar os valores para a diretoria do sindicato em meio a ameaças de paralisação. O último caso de extorsão ocorreu, conforme o diretor, com a empresa Eucatur cujos donos tiveram que pagar o montante de R$ 40 mil para que o sindicato não determinasse que os trabalhadores cruzassem os braços. “Para não parar a Eucatur, outro dia a empresa teve que pagar R$ 40 mil para ele, senão paravam a empresa. Eles vão lá pressionam e pegam com o tesoureiro na marra. Essa é a verdade. Eu não tenho medo”, disse.
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