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Inflação para famílias de baixa renda sobe 4,01%, segundo FGV

Segundo analistas, classe menos abastada é a que mais sente os impactos da escalada dos preços no País. As famílias manauaras também sentiram os efeitos do aumento de itens como o aluguel

A dona de casa Francisca Silva de Sousa diz sofrer com o preço do aluguel. A família gasta quase R$ 1.000 com o item

A dona de casa Francisca Silva de Sousa diz sofrer com o preço do aluguel. A família gasta quase R$ 1.000 com o item (Evandro Seixas)

A inflação está mais alta para as famílias de baixa renda. Desde o início do ano, o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) que calcula a inflação para as famílias que possuem renda mensal entre um e 2,5 salários mínimos (de R$ 724 a R$ 1.810) aumentou 4,01% entre janeiro e julho deste ano. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Embora o índice tenha demonstrado queda entre junho e julho deste ano (-0,04%), o aumento registrado no acumulado do ano é expressivo para o bolso do consumidor. Entre os itens que impulsionaram a inflação, o primeiro lugar é ocupado por gastos com habitação (0,36%). Em seguida aparecem os custos com educação e transporte (ambos com alta de 0,25%) e com saúde e cuidados pessoais (0,14%).

Apesar de as variações não serem tão representativas, o economista e consultor Martinho Azevedo, explicou que o avanço do índice mês a mês, é significativo para o orçamento doméstico, principalmente nas famílias com faixa salarial pequena.

Segundo ele, a composição da inflação é formada por diversos itens e alguns deles como alimentos e habitação, variam muito, jogando o índice para cima. “Quem sofre mais são as pessoas de menor poder aquisitivo, porque toda a renda delas é destinada ao consumo de itens básicos e esta mesma renda não acompanha a flutuação dos preços”, detalhou.

Aluguel “salgado”

As famílias manauaras também sentiram na pele os efeitos do aumento de itens como o aluguel. Para os que ganham pouco, qualquer correção no valor cobrado faz a diferença.

A dona de casa, Francisca Silva de Sousa, 32, por exemplo, demonstrou insatisfação.

Ela vive com mais doze pessoas em uma pequena casa, no Beco Itapuranga, no bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus.

No aglomerado de cinco quartos, ela e família pagam ao todo, R$ 925. “Ñão é nem uma casa. São cinco quartos separados. Eu e meus irmão pagamos R$ 155, cada, minha irmã paga R$ 205 e minha mãe, R$ 255”, relatou.

A família toda, tem renda média de R$ 1.500 por mês, que consegue graças à venda de saladas de frutas na região. “Praticamente, trabalhamos para pagar o aluguel. E para piorar, ainda tivemos aumento”, contou Francisca ao lembrar que o aluguel de um dos quartos subiu de R$ 160 para R$ 205, um acréscimo de 28,13%.

Outras queixas também entram na lista da família. “Não é só o aluguel. Os alimentos e os remédios estão muito caros. Não sobra nada”, completou a dona de casa.