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Inquérito policial sobre assassinato de Oscar Cardoso tem mais de 2,5 mil páginas

Documentos, que apontam cinco indiciados, estão sendo analisados pelo promotor de Justiça da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Ednaldo Medeiros

Promotor de Justiça Ednaldo Medeiros disse que pretende analisar peça por peça para decidir se vai oferecer denúncia

Promotor de Justiça Ednaldo Medeiros disse que pretende analisar peça por peça para decidir se vai oferecer denúncia (Ney Mendes - Arquivo/AC)

Doze volumes, mais de 2,5 mil páginas e pelo menos cinco indiciados. Esse é o resultado de 60 dias de investigação sobre a morte do delegado de Polícia Civil Oscar Cardoso. Todo esse conteúdo está sendo analisado criteriosamente pelo promotor de Justiça da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Ednaldo Medeiros que vai decidir se oferece denúncia ou não contra os indiciados. “Eu poderia me basear somente no relatório do inquérito para elaborar a acusação, mas prefiro analisar peça por peça para o meu convencimento”, disse Ednaldo Medeiros.

Ednaldo Medeiros preferiu não falar sobre o caso, mas disse que o inquérito chegou contendo provas suficientes para que o Ministério Público ofereça denúncia contra Marcos Roberto Miranda da Silva, 27, o “Marcos Pará”, Mário Jorge Nobre Albuquerque, 45, o “Mario Tabatinga”, Messias Maia Sodré, 30, Diego Bruno, e João Pinto Carioca, o “João Branco. Destes, apenas João Branco está foragido. Diego Bruno e Marcos Pará confessaram o crime.

João Branco é apontado pela polícia como mandante e o mentor intelectual do crime, que teria sido motivado por vingança. Segundo as investigações, o criminoso matou o delegado por estar convencido que ele e alguns policiais que trabalhavam com Oscar na Força Tarefa da Secretaria de Segurança Pública (SSP) tinham sequestrado e estuprado a mulher do traficante, Sheila Faustino Peres, em setembro.

Além destes, outros três criminosos, identificados como Adriano Freire Corrêa, o “Maresia”, Marcos Sampaio de Oliveira, 34, o “Marcos Osso” ou “Marcos Eletricista” e Alessandro Barbosa Fonseca, 38, o “Alê”, também foram apontados pela polícia como participantes diretos na execução do delegado Oscar, mas foram mortos antes de serem presos pela polícia.

O que está chamando a atenção da polícia é que dois dos crimes aconteceram no dia 9 dos meses de maio e junho, nos “aniversários” de um mês e dois meses, respectivamente, do assassinato do delegado. Maresia foi morto no dia 14 de maio. Coincidência ou não, a polícia não descarta que as mortes dos suspeitos tenham sido motivadas por vingança. O promotor disse que vai solicitar a extinção da punibilidade deles.

Crime

O delegado Oscar Cardoso foi executado com mais de 20 tiros, dia 9 de março. Durante as investigações, a polícia descobriu que as balas que mataram o delegado eram de lotes adquiridas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) e encaminhados para o Instituto de Ensino de Segurança Publico (IESP).