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Eleições 2014: ‘O transporte coletivo tem de ser estatizado’, diz Luiz Navarro em entrevista

Disputando o Governo do Estado do Amazonas pela terceira vez, o construtor civil Luiz Navarro diz ser a melhor opção para quem quer ver um governo que valorize o trabalhador, e livre das amarras do capital

O candidato Luiz Navarro durante entrevista na Rádio Nova A Crítica FM

O candidato Luiz Navarro se diz decepcionado com os demais partidos de esquerda (Gabriele Bessa)

Abrindo a série de entrevistas promovida pelo jornal A CRÍTICA com candidatos ao Governo do Amazonas, Luiz Navarro, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), elenca os principais pontos do seu programa de governo nas áreas da saúde, educação e geração de emprego e renda. Na conversa, o candidato ao governo, que defende a filosofia socialista, se diz decepcionado com os demais partidos de esquerda.

O construtor civil afirmou que tem projetos de relevância para as áreas do transporte coletivo – como o transporte hidroviário -, e para resolver o problema da falta de abastecimento de água em parte da cidade – reestatizando a concessionária responsável pelo serviço.

O candidato também chama a atenção para o fato de o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) favorecer a prática de política atual e reage à polarização de dois candidatos ao governo, afirmando que não há distinção entre eles.

Porque o PCB não fez alianças com outros partidos e não tem candidato ao Senado?

Bem que tentamos, a nossa luta tem sido reunir com os partidos que nós consideramos de esquerda. É preciso que as pessoas entendam que existem partidos de “esquerda” e de esquerda. Esta última me refiro ao braço direito do capital, ou seja, consideramos de esquerda o PSTU e o PSOL, com os quais nós temos dialogado, mas sem uma concretização. Nós não escolhemos candidato ao Senado este ano devido à falta de pessoas capazes de levar as propostas do partido junto ao eleitorado.

O senhor tem alguma decepção com os partidos de esquerda?Sim. Tem partidos que usam a palavra socialista na sua legenda, mas de socialista eles não têm nada. Muito menos chegar ao objetivo ideológico da causa.

Que proposta o senhor tem para resolver o problema de mobilidade urbana na capital do Amazonas?

Temos um dos planos mais ousados. Achamos que todo transporte de massa tem que ser estatizado, pois o governo tem que investir em cima desse transporte, dando condições de melhorias para a população que é transportada, como a climatização do transporte coletivo de massa.

Quais são os seus projetos para o interior do Estado?

Temos que incentivar maciçamente o setor primário, secundário e terciário. São campos que nós temos tratado com muito carinho. No governo do PCB, pretendemos transformar o Estado no maior exportador de peixes alevinos comerciais, como o tambaqui e a matrinchã, além de proporcionar cursos de embalagem e exportação.

Como gerar emprego e renda no interior?

Temos várias fontes de geração de emprego, como o turismo ecológico que não é explorado no Estado e em nossa campanha iremos explorar bastante a temática, além do Centro de Biotecnologia do Amazonas, com projetos voltados para o uso de fontes alternativas de energia.

Como romper com a dependência total de repasses institucionais e ampliar a autonomia dos municípios?

Pretendemos desenvolver economicamente os municípios nos setores de saúde, educação e, principalmente, no transporte com investimentos e melhorias das estradas e vicinais, o que permitirá o escoamento dos produtos produzidos no interior.

As cheias dos rios todos os anos trazem inúmeros prejuízos à população do Estado. O que o senhor sugere como medida para amenizar danos maiores?

Cabe ao prefeito observar quais são as áreas que devem sofrer mudanças e isto deve ser incentivado pelo Governo do Estado. Vamos sentar com os gestores municipais e verificar se eles estão dispostos a estudar tais alterações, como retirar as pessoas das áreas alagadiças e encontrar locais em terra firme.

Para o senhor, a economia amazonense se resume ao modelo ZFM?

Sim. Tenho uma crítica ferrenha ao modelo ZFM, que este ano deverá faturar em torno de US$ 50 bilhões, sendo que a metade deste valor fica para a compra de insumos, pagamento de alguns impostos e de salários sofríveis dos trabalhadores do Distrito Industrial. Os outros 50% da arrecadação são transferidos para suas matrizes. No entanto, estas indústrias não participam de forma nenhuma do desenvolvimento da região.

O modelo ZFM favorece a prática de política atual?

Sem dúvida. Tivemos a prorrogação da ZFM por mais 50 anos e isso vai favorecer quem realmente participou da votação. Agora, o que não podemos diante desse resultado é nos acomodar. Todos esses gestores, os que já passaram e os que estão no poder, estão se acomodando e isso não poder acontecer. Temos que buscar novas alternativas econômicas.

Que alternativas são essas?

O turístico ecológico. A prática desse setor no Estado não é nada diante de outros países que exploram o turismo. No momento, não há nada de específico em desenvolvimento deste setor no Estado. Diferentemente, nós temos programa de governo voltado para o setor, como a exploração dos rios, da fauna e da flora.

Como o senhor avalia o programa “Mais Médico”?Muito bom, muito bom mesmo. Acho que se o governo aprimorar esse programa nós passaremos de fato a atender a população ribeirinha com uma certa eficiência. Para que nós deixemos de importar profissionais estrangeiros, é necessário que se acabe com a contratação de pessoas terceirizadas. É preciso abrir concurso público, plano de cargo, carreira e salário, igual ao do Judiciário, para que os médicos possam atuar no interior de forma decente.

O Judiciário indica que quer um repasse maior governo. O senhor sendo eleito, vai dar esse aumento?

Em nosso governo, sem dúvida nenhuma, vamos conversar com os dirigentes da Justiça no Estado e estudar unilateralmente a necessidade dos tribunais. E havendo recurso, o Estado não se furtará em contribuir com a Justiça.

O que sua campanha tem de diferente das demais?

O poder popular, que é a diferença de todas as demais campanhas. Temos dois candidatos que estão polarizando a eleição e que a mídia os coloca como os principais na disputa do cargo, e estes não querem avançar, muito menos pretendem fazer mudanças. Eles governarão sempre para as elites e não para a população. Nós do PCB queremos construir o poder popular, através dos conselhos populares, onde os conselheiros serão eleitos pela comunidade.