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  • MPT pede interdição em obras da Copa 2014 por risco de morte

    Procuradores do Ministério do Trabalho constataram situação de alto risco de acidentes para os trabalhadores

    No canteiro de obras Carlos Zamith, no bairro Aleixo, foram encontrados “gambiarras” e operários desprotegidos

    No canteiro de obras Carlos Zamith, no bairro Aleixo, foram encontrados “gambiarras” e operários desprotegidos (Winnetou Almeida)

    Ao menos uma das obras da Copa do Mundo em Manaus fiscalizadas na última semana pelo Ministério Público do Trabalho (MPT 11ª Região), deve ser interditada nesta segunda-feira (20).

    O MPT ajuizou medidas cautelares contra a construção o Campo Oficial de Treinamento (COT) Carlos Zamith, no bairro Aleixo, e a reforma e ampliação do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Durante o plantão judicial deste fim de semana, as ações foram analisadas, mas o parecer oficial não foi divulgado. Segundo o apurado por ACRITICA, a Justiça do Trabalho decidiu pela interdição de uma das obras.

    O CT Carlos Zamith foi o que apresentou o maior número de irregularidades durante a visita dos procuradores da força-tarefa do projeto “Construir com Dignidade” da Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do MPT, na última quinta-feira. Os procuradores encontraram “gatos” de energia elétrica e uma série de problemas relacionados à segurança do trabalho no canteiro. Os guindastes da obra, por exemplo, podem tombar a qualquer momento. No pedido enviado a justiça, o MPT chama as estruturas de apoio aos guindastes de “gambiarras” e cita que algumas máquinas estão apoiadas em “tábuas em balanço sobre buracos”.

    SEM PROTEÇÃO

    Os operários que trabalham em altura no CT do Aleixo não possuem proteção para quedas e trabalham com equipamentos fora do padrão. Não há também nenhum dos estudos de segurança obrigatórios. A obra é executada pela J Nasser Engenharia e conta com 117 empregados. O MPT pediu a interdição total da obra, guindastes e maquinários envolvidos. Caso a justiça dê decisão favorável, as atividades só poderão ser retomadas após um perito judicial certificar o cumprimento das adequações. Caso descumpra a ordem, a J Nasser terá que pagar R$ 30 mil por dia, para cada irregularidade.

    AEROPORTO

    Nas obras do aeroporto Eduardo Gomes, os procuradores do Trabalho Jorsinei Dourado do Nascimento, Renan Bernardi Kalil, Maria Nely Oliveira e Ana Raquel Sampaio Pacífico pedem a interdição judicial de todo o trabalho realizado em altura superior a dois metros, pois a segurança dos operários que atuam neste setor está comprometida. Caso o pedido seja aceito pela Justiça, as atividades só poderiam ser retomadas após um perito judicial certificar o cumprimento das normas de segurança por parte do consórcio grupo Encalso, Engevis e Kallas, responsável pela reforma e ampliação.