Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Manifestantes cobram de Tribunal agilidade no julgamento de acusados de pedofilia no AM

Cerca de 200 pessoas foram parar na frente do Tribunal de Justiça do AM, nesta quarta-feira (12), cobrar velocidade na justiça do julgamento de crimes contra crianças e adolescentes, principalmente as ações contra o prefeito de Coari, Adail Pinheiro

Segundo agentes de trânsito, movimento de repúdio à pedofilia reuniu, nesta qurta-feira, aproximadamente, 200 pessoas

Segundo agentes de trânsito, movimento de repúdio à pedofilia reuniu, nesta qurta-feira, aproximadamente, 200 pessoas (Euzivaldo Queiroz )

Marcha que reuniu, na tarde desta quarta-feira (12), aproximadamente, 200 pessoas em frente ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), cobrou do Judiciário amazonense mais rapidez no julgamento de crimes de abuso sexual cometidos contra crianças e adolescentes. Principalmente as ações quem têm como acusado o prefeito de Coari (a 370 quilômetros de Manaus), Adail Pinheiro (PRP).

Adail está preso em Manaus desde o dia 8 a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), depois de se tornar alvo da quinta denúncia na Justiça Estadual de comandar uma rede de exploração sexual infanto-juvenil no município. O prefeito foi o principal alvo dos gritos de protestos dos manifestantes.

Denominado de “marcha de repúdio à pedofilia”, o ato foi organizado pelo deputado estadual Luiz Castro (PPS), e ganhou a adesão de organizações da sociedade, como o Centro de Referência de Amparo à Mulher (Cramer) e a Associação das Donas de Casa do Estado do Amazonas (Adcea).

Para a dona de casa Rose Santos, 41 anos, membro do Cramer, a sociedade precisa pressionar as instituições. E mostrar que não compactua com a impunidade. “Temos que ir para as ruas e mostrar que queremos punição. Ainda não temos a certeza de que o Adail vai continuar preso. E esse não é o único caso envolvendo esse tipo de crime no Estado”, comentou Rose Santos.

A presidente da Adcea, Elisabete Maciel, afirma que não podem ser considerado normal casos como o de Adail, que responde a 54 processos (somente na Justiça Estadual) e nunca foi condenado. Quatro casos tratam de crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes.

“Todos nós percebemos que há algo de errado por parte do Judiciário, das autoridades de uma forma geral. Até para alguns deputados tomarem alguma posição foi preciso uma pressão popular também. Foi preciso aparecer na mídia nacional por três domingos seguidos para que eles se posicionassem”, disse Elisabete.

Às 15h, os manifestantes partiram em marcha da frente da sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) em direção ao TJ-AM. O presidente da corte, desembargador Ari Moutinho não estava mais no prédio, segundo a assessoria dele.

Acompanhado dos colegas de parlamento José Ricardo (PT), Marco Antônio Chico Preto (PMN) e Conceição Sampaio (PP), Luiz Castro entregou no protocolo do TJ-AM um manifesto pedindo o julgamento dos processos contra Adail, a cassação do registro de candidatura do prefeito de Coari no TSE, a intervenção na administração do município e a criação de uma vara criminal especializada em crimes sexuais contra crianças e adolescentes.

Justiça pode reverter imagem

A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na segunda-feira, pediu à Procuradoria Geral da República (PGR) que os três processos em que Adail Pinheiro é acusado de crime contra crianças e adolescentes, em curso no TJ-AM, sejam julgados pela Justiça Federal.

O deputado Luiz Castro disse, ontem, que se o Judiciário quisesse, poderia julgar logo os processos, e evitar o constrangimento de entregar os casos para a Justiça Federal.

“A Justiça falhou. Mas o tribunal pode resgatar. Se os desembargadores fizerem um esforço sincero, tudo isso poderia ser julgado logo, e reverteria a situação em favor da Justiça amazonense”, declarou Luiz Castro.

No dia 5, o presidente do TJ-AM, desembargador Ari Moutinho, negou a existência de um esquema de blindagem aos processos envolvendo o prefeito de Coari, Adail Pinheiro. Contudo, admitiu a morosidade da Justiça, mas a dividiu com o Ministério Público.