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Vila Marinho é valorizada após construção da ponte Rio Negro, segundo moradores

A segunda maior ponte fluvial no mundo, a Rio Negro, que liga Manaus ao Município Iranduba, deu aos moradores da comunidade mais visibilidade e algumas mudanças

Para garantir acesso a ponte Rio Negro, governo construiu um complexo viário que alterou e melhorou o acesso dos moradores a Vila Marinho, na Zona Oeste

Para garantir acesso a ponte Rio Negro, governo construiu um complexo viário que alterou e melhorou o acesso dos moradores a Vila Marinho, na Zona Oeste (Antonio Lima)

A Vila Marinho, localizada no bairro Compensa 3, Zona Oeste, é vizinha da segunda maior ponte fluvial no mundo, a Rio Negro, que liga Manaus ao Município Iranduba. Com ela, cuja construção iniciou em 2007 e foi entregue em 24 de outubro de 2011, a comunidade ficou mais valorizada na opinião dos moradores.

O comerciante Johnely Pereira Nascimento, 29, mora desde que nasceu na rua 3 da Vila Marinho e conta que com a construção da ponte , os bairros vizinhos foram valorizados. “Antes ouvíamos falar da ponte e achávamos que era história, que não seria possível, quando ela começou a ser construída tivemos a certeza de que a Vila Marinho seria mais valorizada e olhada pelo poder público”, contou.

Para o comerciante, a criação do programa da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM), Ronda no Bairro, contribuiu para a queda nos índices de ocorrências. “Todo mundo em Manaus conhece a Compensa como uma referência de área vermelha (violenta), o que inclui a Vila Marinho, mas com o Ronda no Bairro a sensação de se estar seguro aumentou”, analisou Johnely.

Assim como Johnely, outros moradores reclamam da falta de uma praça pública e de uma quadra poliesportiva para a comunidade. A comerciante Dilma Costa, 54, contou que a única área que os moradores podem utilizar para fazer algum tipo de evento fica dentro do terreno da igreja católica de Santo Antônio de Pádua, na rua 5. “Moro aqui há 26 anos e se existe algo negativo é a falta de pelo menos uma quadra poliesportiva para os moradores. Poderíamos, de repente, ter alguma modelo de atividade para a terceira idade, além de poder ser utilizada pelos jovens para a prática de esportes”, afirmou Dilma.

A Vila Marinho não possui Serviço de Pronto Atendimento (SPA) e os moradores que precisam de algum atendimento médico tem como opção o SPA Joventina Dias, localizado na rua T6, bairro Compensa 3. Apesar disso, a dona de casa Socorro Cardoso, 58, que é moradora há 26 anos da rua 5, disse não ter do que reclamar da comunidade. “Nunca fui mal tratada aqui na Vila, nem tive problemas com assaltos, quando preciso de atendimento médico procuro o SPA Juventina Dias, e também sempre fui bem atendida”, resumiu a moradora.

A escola municipal Professor Alberto Makarim, localizada na rua do Bombeamento é a única escola pública localizada dentro da Vila Marinho, que possui cerca de 76 mil habitantes.

A rua do Bombeamento abriga ainda os estaleiros São João e Erin, utilizados para a construção, desenvolvimento, manutenção e estacionamento de embarcações. Podendo também ser utilizados para fins militares, transporte, polícia, entre outros. Nestes estaleiros é possível, ainda, converter uma embarcação de um tipo, em outra maior ou com uma finalidade diferente, por exemplo, um navio cargueiro em um navio para passageiros.

Ponte é ‘um vizinho’ que custou R$ 1,099 bilhão

Feita para consolidar a integração entre os municípios da Região Metropolitana de Manaus (RMM), melhorar o escoamento da produção, o turismo e o desenvolvimento dos municípios, a ponte Rio Negro foi inaugurada em 24 de outubro de 2011.

A construção precisou adaptar métodos, importar tecnologia e equipamentos e adotar medidas criativas para driblar as surpresas da natureza, como as maiores cheias e vazantes registradas no Amazonas. A ponte é a primeira no modelo estaiada construída sobre um rio na Amazônia e, com 3,6 mil metros, é a maior do Brasil em águas fluviais. .

Na obra física da ponte, acessos viários, desapropriações e sistemas de iluminação e proteção foram investidos R$ 1,099 bilhão, com recursos do Estado e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A construção foi contratada no mês de novembro de 2007 por um valor de R$ 574,8 milhões, e acumulou, ao final, 90% de aumento. Cento e oitenta empresas foram contratadas para fornecimento de material e serviços desde então.

A construção teve três aditivos. O primeiro furo da ponte Rio Negro só conseguiu ser feito por volta de seis meses após o início dos trabalhos devido à profundidade do rio e ao efeito correnteza das águas.

Durante os trabalhos de sondagens no rio, os técnicos responsáveis pela obra descobriram que o solo era formado por camadas de areia, rocha e argila orgânica, o que exigiu que todo o sistema de estacas, o projeto e a logística da obra fossem reformulados.