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Mosquito da dengue está mais forte e resistente à inseticidas, segundo pesquisador

Pesquisador do Inpa, professor Wanderli Tadei, apresentou estudos mostrando que os atuais inseticidas já não têm mais a mesma eficiência de antes

Wanderli Tadei explicou que novos inseticidas contra o mosquito da dengue são necessários

Wanderli Tadei explicou que novos inseticidas contra o mosquito da dengue são necessários (Antonio Lima)

A população do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, encontrada em Manaus e em outras capitais do País está cada vez mais resistente aos inseticidas utilizados para eliminá-la. Estudos realizados pelo núcleo de pesquisadas de malária e dengue do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) revelaram que determinadas populações do mosquito desenvolveram uma mudança genética, de acordo com a exposição ao veneno, e está a cada ano resistente a vários tipos de inseticidas utilizados pelo Governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus.

A pesquisa coordenada pelo professor Wanderli Tadei busca criar novas fórmulas de inseticidas que sejam eficientes no combate ao mosquito. O pesquisador estuda o mosquito há mais de 35 anos. Ele apresentou os resultados dos estudos com novas tecnologias a serem aplicadas no atual cenário da dengue na capital, em uma palestra, na sede administrativa do Museu da Amazônia (Musa), na Zona Centro-Sul.

Ele explicou que é natural o Aedes Aegypti criar resistência e por esse motivo é necessário fazer o monitoramento constante do mosquito e elaborar a adaptação do inseticida para que as medidas de controle tenha maior efetividade.

Wanderli identifica a linhagem que tem resistência e trabalha numa forma mais forte de eliminá-las, mas sem causar nenhum risco ao ser humano.

Ele citou como exemplo o Estado de São Paulo que vive atualmente um grande número de registro de pessoas com Dengue. “Lá também não se pode mais usar determinados inseticidas porque a resistência do mosquito aumentou”, disse.

Segundo ele, o Temefós era o inseticida mais usado em todo o País no combate, principalmente, das larvas do mosquito, mas se tornou obsoleto devido à resistência que Aedes Aegypti desenvolveu ao longo dos anos. O veneno também foi eliminado em Manaus que usa atualmente o inseticida diflubenzuron. “Mesmo com os efeitos do diflubenzuron impedindo que a larva chegue à forma adulta estamos testando novos compostos.

Manaus foi uma das últimas capitais do Brasil a ser infectada pelo mosquito da dengue na década de 90. A vigilância era mantida no aeroporto e no porto fluvial onde em 1993 encontramos três largas, mas não houve infestação. Mas em 1996 encontramos a Praça 14 totalmente infestada pelo mosquito da dengue e não teve como evitar que se espalhasse pela cidade. Como a infestação na Praça 14 era muito grande a luta foi inglória. Hoje Manaus vive uma situação muito boa”, contou.