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Mulheres realizam ato público em frente a ALE-AM contra o descaso

Movimento de Mulheres realizou nesta terça-feira (01),  em frente à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) ato público em repúdio ao elevado índice de violência contra a mulher e a inércia do Legislativo

As manifestantes do Fórum Permanente de Mulheres de Manaus foram à Assembleia vestindo mortalhas e portando cartazes com frases criticando os deputados estaduais

As manifestantes do Fórum Permanente de Mulheres de Manaus foram à Assembleia vestindo mortalhas e portando cartazes com frases criticando os deputados estaduais (LUCAS SILVA)

Militantes de movimentos populares e feministas que compõem o Fórum Permanente das Mulheres de Manaus (FPMM) realizaram, nesta terça-feira (01), debaixo de uma forte chuva, em frente à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), um ato público em repúdio aos índices de mortes de mulheres no Amazonas. De acordo com a Delegacia Especializada de Assistência e Proteção à Criança e ao Adolescente (DEAPCA), 1.211 crianças e adolescentes foram abusadas e exploradas sexualmente somente em 2012, na capital.

As manifestantes se vestiram com mortalhas (lençol que se envolve um morto) manchadas de sangue e com a palavra “feminicídio” (assassinato de uma pessoa por ela ser mulher), também condenaram o tratamento que a Assembleia vem dando às denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes. Portando cartazes e faixas com frases como “Nas eleições lembraremos de vocês”, as ativistas cobraram atitude dos parlamentares.

Algumas adolescentes da Casa Mamãe Margarida, que foram vítimas de abuso e exploração sexual, participaram do ato público na Assembleia. A assistente social responsável pelas adolescentes, Soraya Bezerra de Araújo, explicou que a Casa cuida de 170 crianças e adolescentes. Destas, 20 residem no local.

“A Casa Mamãe Margarida completa nesta semana 28 anos de trabalho em função de crianças e adolescentes que tiveram seus direitos violados. Hoje temos 20 meninas que foram encaminhadas pelo Juizado para o acolhimento, mas infelizmente a morosidade da Justiça do Amazonas faz com que essas meninas fiquem muito tempo conosco, ou seja, quem violou seus direitos na maioria das vezes foi alguém do seio familiar, e quem acaba sendo retirada do lar é a vítima”, disse Soraya.

O restante das adolescentes vai à Casa participar de atividades pedagógicas, além de estudarem no anexo de uma escola municipal que funciona no local. “Muitas dessas vítimas não podem ou não conseguem frequentar uma escola aberta. E um grande passo para contribuir na mudança deste cenário seria o Legislativo abrir os olhos para o aumento no número de casos de exploração”, disse.

A presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ) no Amazonas, Maria Gláucia Barbosa Soares, afirmou que esta é uma luta permanente e que os movimentos populares e feministas não compactuam com “as vendas nos olhos daqueles que deveriam fazer valer os anseios sociais”. “Nos indignamos em ver que depositamos o nosso voto e a nossa força em pessoas que não estão representando os clamores da sociedade amazonense”, afirmou Gláucia Soares.