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OMS propõe aumento de tributos para combater o tabagismo

Organização Mundial de Saúde propõe o aumento para inibir o consumo, mas especialista pede foco nas campanhas direcionadas a jovens

Tabaco pode provocar diversos tipos de tumores ao longo dos anos

Tabaco pode provocar diversos tipos de tumores ao longo dos anos (reprodução/www.oncdp.org.br )

A proposta da Organização Mundial de Saúde (OMS) ao estimular os governos a aumentar os impostos sobre produtos de tabaco, que é o tema do Dia Mundial Sem Tabaco deste ano, a ser celebrado no próximo dia 31, não é suficiente para inibir o tabagismo, que é o vício de consumir cigarros.

De acordo com o presidente da Fundação Centro de Oncologia do Amazonas (FCecon), Edson de Oliveira Andrade, o que tem dado certo, e deve continuar mantendo o foco principal nos jovens, são as campanhas informativas sobre os males dessa prática, na medida em que os efeitos do uso contínuo do cigarro só vão aparecer duas décadas depois, de forma devastadora para a vida dessas pessoas e com custos altos para a saúde pública.

De acordo com Andrade, o Brasil já avançou nesse aspecto, porque os preços dos cigarros são elevados, tanto que isso incentiva o contrabando de países vizinhos que compram o cigarro brasileiro mais baratos e depois tentam reintroduzi-los ilegalmente. Na página eletrônica da Souza Cruz na Internet, a maior companhia fabricante de cigarros, é possível ver a quantidade de impostos pagos, mas isso não tem sido suficiente para evitar que a empresa amplie suas estratégias para ganhar consumidores no País.

Edson observa que quando o dinheiro fica curto, o usuário que é dependente psicológica e quimicamente, passa a consumir outro produto de pior qualidade, colocando mais em risco a saúde. E lembra que se o dinheiro fosse tão prevalente assim, o consumo de drogas não seria elevado da forma que é no País, pois as drogas são bem mais caras que o cigarro e nem por isso há queda no consumo. “Por isso, não se pode baixar a guarda das campanhas de conscientização, principalmente hoje com foco nos jovens, que estão consumindo cigarros cada vez mais cedo”, observou ele, lembrando que foram as campanhas as responsáveis pela redução do tabagismo no País e com isso, se confirmou a queda do uso do tabaco e das doenças relacionadas a esse processo.

JOVENS

O presidente da Fundação Cecon chama a atenção para as formas encontradas pela indústria para atrair os jovens ao oferecer modalidades como o narguilé, o cachimbo oriental visto como inofensivo, principalmente pelo jovens. Segundo ele, esse cigarro causa mais danos à saúde do que o cigarro comum e as pesquisas apontam que a maioria dos usuários são jovens. “Trata-se de um dispositivo no qual o tabaco é aquecido e a fumaça passa por um filtro de água antes de ser aspirada pelo fumante, causando a impressão de que os efeitos são atenuados, mas o cachimbo produz as mesmas substâncias tóxicas do cigarro.

Para Edson, a melhor estratégia de combate ao tabagismo é manter frequente o processo educativo. “Nesse momento, temos que focar nos nossos jovens, pois fazia tempo que não se via tantos fumando nas ruas, como se não soubessem dos problema de saúde que vão aparecer daqui a 20 anos”, explicou o médico, argumentando que, como os malefícios do uso do cigarro demoram a aparecer, isso não incomoda quem decide fazer uso dele no presente. O problema é no futuro, quando os efeitos aparecerem, nas formas de efisema pulmonar, doenças crônicas e cânceres, quando o custo para a saúde pública será cada vez maior, lembrou o médico, para quem o trabalho de formiguinha nas escolas, mostrando os males do tabagismo, é que deve ser ampliado e repetido todos os dias.