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Guerras internas podem ter motivado renúncia do Papa Bento XVI

Alguns veículos de comunicação repercutiram notícias conseguidas junto a fontes estrangeiras e a jornais italianos de que Papa também pode ter sido motivado a renúnciar por conta de guerras acirradas pelo poder dentro do Vaticano

Papa Bento XVI irá celebrar a Santa Missa de quarta-feira de cinzas

Papa Bento XVI irá celebrar a Santa Missa de quarta-feira de cinzas (Reprodução/Internet)

O Papa Bento XVI fez seu primeiro discurso em público no Vaticano nesta quarta-feira de cinzas (13) após anunciar sua renúncia. Os fiéis de vários países, todos muito emocionados, aplaudiram a chegada de Bento XVI ao auditório.

O Papa explicou a decisão da renúncia ao pontificado, agradeceu o carinho dos fiéis e afirmou que tomou a decisão "em plena liberdade, pelo bem da Igreja".

Com aparência cansada, o pontífice alemão, de 85 anos, disse também que a decisão é acertada diante da diminuição de suas forças espirituais e físicas. O Papa irá celebrar a Santa Missa de quarta-feira de cinzas. A missa abre o período da Quaresma.

Nesta quarta-feira, os principais jornais e sites brasileiros como O Estado de São Paulo e UOL noticiaram que uma acirrada disputa interna pelo poder no Vaticano. Bento XVI teria renunciado por livre e espontânea vontade por ter consciência de que não conseguiria implementar mudanças que gostaria por conta da pressão de forças paralelas ao seu pontificado.

O jornal italiano Corriere Della Sera , citou trechos da homilia do pontífice durante a celebração da Missa de quarta-feira de cinzas. Bento XVI citou Jesus Cristo em sua luta contra a hipocrisia religiosa de seu tempo, na qual existiam "aqueles que buscam os aplausos e a aprovação do público, em vez da simplicidade do Senhor".

O processo de escolha do novo líder da igreja católica mundial, o chamado Conclave, deve ser iniciado no dia 15 de março.