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Partido dos Trabalhadores (PT) discute a Amazônia em Fórum Regional, realizado em Manaus

Propostas de desenvolvimento para a região Norte foram tratadas em Manaus e podem integrar o programa de governo da presidente Dilma Rousseff

O Fórum Regional Fundação Perseu Abramo Ideias para o Brasil reuniu militantes do PT na sexta-feira e sábado no auditório do Hotel Da Vinci, em Manaus

O Fórum Regional Fundação Perseu Abramo Ideias para o Brasil reuniu militantes do PT na sexta-feira e sábado no auditório do Hotel Da Vinci, em Manaus (Bruno Kelly)

Depois da maratona dos pré-candidatos à Presidência da República do PSB/Rede Eduardo Campos e Marina Silva pelo Norte do País, com passagem por Manaus, a Fundação Perseu Abramo (FPA), do Partido dos Trabalhadores (PT), realizou nesse fim de semana na capital amazonense o Fórum Regional FPA – Ideias para o Brasil.

Na sexta-feira e sábado, políticos, pesquisadores e lideranças de movimentos sociais ligados ao PT discutiram sobre as ações do governo petista na região, e o que pode ser feita daqui para frente para promover o desenvolvimento do Norte do Brasil. Entre os temas da mesa Ideias para o Brasil constaram o pacto federativo e o desenvolvimento com sustentabilidade ambiental e energética.

A vice-governadora do Amapá, Dora Nascimento (PT), disse que entre os desafios do Governo Federal para a região está o de mostrar, enfim, como preservá-la e ao mesmo tempo desenvolvê-la economicamente e socialmente. “Como nós vamos promover o desenvolvimento econômico e social com sustentabilidade? Como preservar a floresta e manter o desenvolvimento econômico? Como aumentar a produção de alimentos sem desmatar?”, indagou.

Para Dora Nascimento, o desenvolvimento na Amazônia tem que ser inclusivo e participativo. O mesmo pensamento foi defendido pelo etnohistoriador e diretor do Instituto Madeira Vivo, de Rondônia, Iremar Antônio Ferreira. Para o estudioso, ainda é forte a marca da lógica de desenvolvimento da região empregada pelos governos militares.

“Saindo do coturno, essa lógica, no processo democrático, ainda nos coloca desafios, que é de romper a lógica do colonialismo, a casa grande e a senzala. A Amazônia não é quintal de qualquer um. Ela tem dono, tem identidade, tem cor, tem etnias, povos e populações”, defendeu Iremar.

Segundo Iremar, falta equidade na promoção do desenvolvimento regional. “Temos que dar atenção à questão de gêneros, etnias. Quando a gente olha para Jaci Paraná (distrito de Porto Velho), por exemplo, lá, entre duas grandes obras hidrelétricas, o que não se tem é equidade. O que se tem é um lugar sem água potável, crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual, e por aí vai”, afirmou.

George Brito, professor Doutor e Pró-Reitor de Assuntos Estudantis e Comunitários da Universidade Federal do Tocantins alertou sobre os prejuízos para a região Norte com a falta de investimento do governo e de empresas em pesquisa.

“No Brasil, este investimento em pesquisa e pesquisadores é praticamente 100% realizado pelas universidades. O governo tem uma relação muito pouca. E as empresas, companhias, também quase não investem. Em compensação, em outros países, essa relação é investida”, comentou George Brito.

Tarefa do governo não é fácil

Esther Bemerguy, secretária de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, disse que o governo do PT tem consciência de que os recursos naturais são um pilar do desenvolvimento. E que o desafio do País é agregar valor a essa economia.

“Temos que construir uma governança para esses recursos. Já conseguimos? Ainda não. Mas estamos tentando”, disse a representante do Planalto no Fórum Regional da FPA.

Esther afirmou que o objetivo do governo do PT é promover o desenvolvimento econômico sustentável na região Norte, mas ressaltou que não é uma tarefa fácil.

“Não é trivial fazer isso. Não sei quem fez no mundo. A Inglaterra fala muito. Mas vamos ver quem é mais sustentável. Em todas as áreas o Brasil é mais. As metas de biodiversidade pactuadas, as do Brasil são as mais rigorosas”, comentou a secretária do Ministério do Planejamento.

Regiões cobraram debates da FPA

A vice-presidente da Fundação Perseu Abramo (FPA), Iole Ilíada, disse que a realização de fóruns regionais denominados Ideias para o Brasil foi uma cobrança de várias regiões do País que a fundação resolveu ouvir.

“Estamos realizando sete fóruns. Este é o quarto. A ideia é discutir a situação brasileira, elegendo alguns temas que consideramos importantes para a região específica. Discutindo mais profunda e analiticamente o Brasil, sempre realizando um diagnóstico da atualidade”, comentou Iole.

Segundo Iole, os debates foram pensados para tratar do que pode ser feito daqui para frente, e não apenas falar dos avanços realizados até aqui. “Nossa intenção é lançar questões para o futuro. Construir um conjunto de pensamentos que nos ajude a pensar o futuro”, explicou a vice-presidente da FPA.

Iole disse que a partir desses debates, a FPA reunirá um conjunto de especialistas para formular o que o PT entende como bases do desenvolvimento nacional. Segundo a vice-presidente da fundação, as discussões podem auxiliar no plano de governo da presidente Dilma Rousseff.

“Não cabe à fundação construir o programa de governo. É um problema do partido. Mas, certamente, essas ideias e esses conteúdos presente nos livros, de uma maneira ou de outra, essa é nossa expectativa, devem ser utilizados e apropriado pelas pessoas que vão pensar o Brasil e o programa de governo”, afirmou Iole.

A diretora da FPA, Fátima Cleide, garantiu que as ideias discutidas nos fóruns regionais serão contempladas no plano de governo de Dilma Rousseff. “Estamos produzindo ideias para que sejam consideradas no programa do governo que está mudando o Brasil, que é o da presidenta Dilma Rousseff”, comentou a diretora da FPA.