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Pedagogo realiza palestra motivacional via satélite para educadores do AM

Considerado pela Unesco um dos dez maiores contadores de história da atualidade, o pedagogo Roberto Carlos, palestrou para professores da rede pública

A história de Roberto Carlos, um ex-interno da Febem que conseguiu transformar a própria vida com a ajuda de uma professora, motivou profissionais da Seduc

A história de Roberto Carlos, um ex-interno da Febem que conseguiu transformar a própria vida com a ajuda de uma professora, motivou profissionais da Seduc (Luiz Vasconcelos)

Mostrar para os professores que, para transformar a própria realidade e a dos alunos, é necessário estar motivado e nunca esquecer dos ensinamentos adquiridos na faculdade, de que não se deve desistir de educar. Essa é a intenção da palestra motivacional do pedagogo Roberto Carlos Ramos, considerado pela Unesco um dos dez maiores contadores de história da atualidade, transmitida via satélite para educadores dos 61 municípios do Estado.

A trasmissão aconteceu nesta segunda-feira (07) pela manhã, no projeto “Balaio Cultural da Educação”, que durante o mês de junho movimentou Manaus com programações gratuitas para professores da rede pública, e agora vai para o interior. “Além de motivá-los eu vim aqui buscar experiências, porque esse tipo de troca faz com que a educação cresça cada vez mais”, disse Roberto.

A história de vida de Roberto poderia ser como a de tantos jovens que se perdem no crime, porém, com o apoio de uma professora, ele conseguiu tranformar a realidade e inspirou o diretor Luiz Villaça no filme “O Contador de Histórias”. Mais novo de dez irmãos, o pedagogo viveu com a família até os seis anos de idade, quando foi deixado pela mãe para viver na Fundação para o Bem-estar do Menor (Febem), que mais tarde tornou-se a Fundação CASA, na esperança de garantir um futuro melhor para o filho.

Até os 13 anos, Roberto Carlos viveu na Febem, entre fugas e retornos. Teve 132 fugas registradas, não se alfabetizou, envolveu-se com drogas e em atos infracionais quando estava livre nas ruas de Belo Horizonte. Foi classificado pela instituição como “irrecuperável”, quando foi adotado em 1979 pela pesquisadora francesa, Margherit Duvas, que estava visitando a Febem para a sua tese de Doutorado. E, com a ajuda dela, ele transformou o próprio futuro.

Inspiração

Para a professora Regina Marieta Teixeira, que há 31 anos é educadora, ouvir histórias como a de Roberto faz com todos continuem a caminhada de formar cidadãos. “Não é um caminho fácil e é pouco reconhecido, mas com motivação é possível voltar a acreditar que o trabalho de professor vale a pena”, disse Regina.

O secretário de Educação do Estado, Rossieli Soares, lembrou que a história de Roberto só foi diferente de tantos outros jovens infratores porque apareceu uma pessoa importante, que contribuiu para o crescimento dele. “Nós temos muitos meninos e meninas que precisam da figura do professor do lado para crescer e são esse profissionais, motivados, que podem ajudar”, destacou o secretário.