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Pedido de prisão de Adail Pinheiro está em estudo

Promotores, que investigam o caso, admitem analisar uma recomendação de prisão de Adail, mas a decisão final é do procurador-geral de Justiça

Prefeito Adail Pinheiro também é réu em um processo, no TSE, que pede a cassação do registro de candidatura dele

Prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP), pode ter pedido de prisão decretado (Divulgação/Internet)

Promotores que investigam denúncias de crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes contra o prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP), já trataram com o procurador-geral de Justiça, Francisco Cruz, a possibilidade de pedir a prisão preventiva do acusado. Mas a decisão final é do procurador-geral.

“Temos conversado sobre isso. Mas ainda não tem nada definido. Até porque, a decisão cabe ao procurador. Nosso trabalho é só diligenciar. Agora, a questão da prisão, ou qualquer outra medida cautelar, tem que partir dele (Francisco Cruz). É ele quem tem que assinar”, disse, ontem, a promotora Leda Mara Albuquerque.

Membros do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPE), os promotores Leda Mara e Fábio Monteiro são responsáveis por um procedimento de investigação criminal contra o prefeito de Coari. A investigação está na fase de ouvir testemunhas e acusados.

Principal implicado na investigação, Adail foi ouvido, por duas horas, na quarta-feira, pelos dois promotores. Segundo Leda Mara e Fábio Monteiro, o prefeito negou as acusações, e disse que é vítima de perseguição política.

A promotora Leda Mara disse que Francisco Cruz tem sido informado sobre todos os passos da investigação. “Estamos encaminhando os termos de declaração. Agora já conversamos sim sobre a decisão de algumas medidas cautelares. Várias medidas já foram suscitadas. Agora o procurador não quer propor por propor. Quer efetividade na medida. Se tiver que propor, tem que ser algo bem fundamentado, para conseguirmos o propósito”, disse a promotora.

O promotor Fábio Monteiro afirmou, nesta quinta-feira (30), que já chega a dez o número de pessoas que se apresentaram ao MPE como vítimas do prefeito de Coari. E que as supostas vítimas mostram segurança ao detalhar os crimes. “Os depoimentos são muito contundentes. As declarações são seguras e detalhadas”, afirmou o promotor.

Investigação

Segundo Fábio Monteiro, até fevereiro, a investigação estará concluída e pronta para o procurador-geral de Justiça decidir se apresenta ou não a denúncia contra Adail Pinheiro.

O promotor disse ainda que os depoimentos têm apontado a participação de servidores da Prefeitura de Coari agindo a favor do prefeito na suposta rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. “Vamos ouvir as outras pessoas citadas pelas vítimas, que são pessoas envolvidas, que faziam o primeiro contato com elas e que as levavam (as vítimas) ao prefeito. Alguns são servidores da prefeitura. Outras têm ligação direta só com o prefeito”, disse.

Fábio Monteiro declarou que, de acordo com os novos depoimentos, o modus operandi dos supostos envolvidos no esquema não difere do que foi descoberto durante a operação Vorax, realizada no ano de 2008, e que desarticulou um esquema de fraude de licitações.

‘Nunca ninguém conseguiu provar nada’

Para não falar com a imprensa, o prefeito Adail Pinheiro saiu do Ministério Público Estadual (MPE), na quarta-feira, por uma porta de acesso exclusivo dos funcionários do MPE.

A assessoria de imprensa do prefeito não respondeu ao pedido de entrevista de A CRÍTICA, enviado nesta quinta-feira.

No dia 23, quando convidou a imprensa local para se defender de acusações veiculadas em matéria do programa Fantástico, no dia 19, Adail Pinheiro disse que nunca teve relações sexuais com menor de idade.

“Eu nunca tive envolvimento com nenhuma criança ou menor de idade. Lamento ser acusado desde 2009 e até hoje nunca ninguém conseguiu provar nada”, afirmou Adail Pinheiro, completando: “Tudo isso foi fabricado, com o objetivo de macular minha imagem e minha honra. Para me jogar contra a opinião pública do meu Brasil, do meu Estado e da minha cidade”, disse.

Deputado quer acrescentar novos fatos

O deputado estadual Luiz Castro (PPS) foi nesta quinta-feira ao Ministério Público Estadual (MPE) pedir para o órgão suspender a divulgação do pedido de intervenção em Coari. O parlamentar, que assina o requerimento junto com outros três parlamentares, quer acrescentar novas informações ao documento.

Assinam o pedido de intervenção no Município de Coari, além de Luiz Castro, os deputados estaduais José Ricardo (PT), Marcelo Ramos (PSB) e Marco Antônio Chico Preto (PMN).

Luiz Castro convocou uma coletiva de imprensa para hoje, às 10h, a fim de explicar o pedido que fez ontem ao MPE. A coletiva será realizada na sala de reuniões da Assembleia Legislativa (ALE-AM), no 4º andar do prédio.

Outro assunto que será pauta da coletiva, segundo a assessoria do deputado, é a negativa de acesso aos autos do processo, de 2009, no qual o prefeito Adail Pinheiro é acusado de crime de pedofilia.

Francisco Cruz aguarda informações para decidir

O procurador-geral de Justiça, Francisco Cruz, estava com o parecer sobre o pedido de intervenção na administração de Coari pronto para ser publicado hoje, às 8h, no site do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM).

Segundo Francisco Cruz, diante do pedido de Luiz Castro, ele vai aguardar as novas informações que o parlamentar disse que acrescentará ao pedido de intervenção. “Vou aguardar para poder decidir. Até porque quem está pedindo para adiar a decisão é o próprio requerente do pedido de intervenção”, disse o procurador-geral.

Os deputados estaduais entregaram no dia 21 o pedido de intervenção ao MPE pedindo que o órgão determine que o Governo do Amazonas assuma a administração do município.

O pedido de intervenção na administração de Coari tem como base as novas acusações sobre o suposto envolvimento do prefeito Adail Pinheiro em uma rede de exploração sexual infanto-juvenil no Amazonas.

Em visita à obra da Arena da Amazônia, no dia 22, em Manaus, o governador disse que se for dada a ele a decisão de tomar ou não a administração de Coari das mãos de Adail, “fará o que for melhor para a população” do município.

“Se ficar na mão do governo para tomar essa decisão, não tenha dúvida nenhuma que a gente vai fazer aquilo que for melhor para a população de Coari”, declarou Omar Aziz.

Ao receber o pedido de intervenção em Coari, no dia 21, o corregedor-geral Justiça do Amazonas, procurador José Roque Nunes Marques, prometeu aos deputados que até o dia 24 o MPE emitiria um parecer, o que não ocorreu, porque o caso foi enviado a Francisco Cruz.