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Placas de sinalização em obras da BR-174 confundem motoristas

A sinalização colocada que indicam a construção de terceira faixa em trechos da estrada fazem motorista pensar que se trata de acostamento

As placas que indicam a construção da terceira faixa trazem a expressão ‘acostamento em desnível’ e acabam confundindo motoristas que trafegam pela BR

As placas que indicam a construção da terceira faixa trazem a expressão ‘acostamento em desnível’ e acabam confundindo motoristas que trafegam pela BR (Erica Melo)

As obras que estão sendo realizadas na BR-174, que liga Manaus à capital de Roraima, Boa Vista, estão confundindo os condutores que passam pela rodovia. A sinalização colocada nos trechos em obras alerta que estão sendo construídos acostamentos perigosos em desnível, enquanto que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em Brasília, responsável pela obra, diz que se tratam, na verdade, de terceiras faixas construídas em pontos considerados críticos por concentrarem o maior número de acidentes.

Para os condutores, o formato e sinalização mostram que os trechos alargados são acostamentos e não há nada no local que indique que são terceiras faixas. Outro problema é que a maioria das áreas onde houve a intervenção foi concluída e está liberada para uso. Porém, o Dnit alerta que não é aconselhável parar no local porque as obras ainda estão em andamento.

Os trechos que não estão disponíveis, de fato, estão fechados com cones feitos com um tubo de ferro de aproximadamente meio metro, fincados em bases de concreto. São 14 pontos que receberam o alargamento com terceira faixa, segundo o Dnit, do quilômetro zero ao 107. No entanto, 13 estão no trecho dos primeiros 35 quilômetros da rodovia. Apenas os dois últimos pontos, no trecho indicado, estão em construção, nos quilômetros 31 e 35, respectivamente, e continuam fechados. Todos os outros estão abertos, mas com uma placa que diz: “perigo, acostamento em desnível”.

Apesar de abertos, os condutores continuam usando apenas as duas faixas principais da rodovia. “É mais uma opção bem vinda. A BR precisa mesmo ser alargada, mas do jeito que está só serve mesmo no caso de acidente. Geralmente quando tem uma colisão, o fluxo pára ou fica lento porque só tinha duas faixas e quem estava na pista tinha que esperar para passar devagar ou quando não dava para passar, tinha que aguardar o guincho tirar os carros batidos. Agora, se tiver acidente, o fluxo não vai parar, pelo menos, nesses trechos”, explicou o condutor de cavalo-mecânico Raimundo Ramos Lopes, 56.AcidentesTodas terceiras faixas foram construídas somente onde há aclives. O Dnit justificou que os pontos foram definidos no projeto observando os registros de maior número de acidentes.

O comerciante Henrique Souza, 68, mora no ramal do Pau Rosa, no quilômetro 21, da BR-174 e disse que pensava que a obra se tratava de acostamento. “A placa diz acostamento, tem forma de acostamento e para todos os sentidos o alargamento que está sendo feito é para acostamento. De qualquer maneira, é bom para ter a rodovia mais larga”, disse.

A estrada federal está em ótimas condições de trafegabilidade, diferente de outras que cortam o Estado, tais como a BR-230 - a Transamazônica - e a BR-319, que liga Manaus a Rondônia. Do quilômetro zero ao 40 da BR-174, por exemplo, não há nenhum buraco.

BR está em boas condições

A melhoria nas condições de tráfego proporcionada pela recuperação da BR-174, além da qualidade do asfalto da rodovia, é destacada pelos condutores que estão acostumados a passar por vias que necessitam de reparos na cidade. “Melhorou muito. Se for para comparar com outras estradas do Amazonas e mesmo as ruas de Manaus, não tem comparação. Qual a outra rodovia que está sem buraco? Tá bom demais. Só precisam melhorar a sinalização, que está confundindo mesmo sobre os acostamentos”, disse o mecânico Edson Henrique Barros, 46.

No trecho amazonense, a rodovia está sinalizada com placas nos dois sentidos que alertam sobre a presença de animais, limite de velocidade e homens trabalhando na pista, além de contar com as “tachas ou tachões”, conhecidos como “olho de gato”, itens que refletem os farois dos carros e ajudam na direção durante a noite.

Em todos os pontos que recebem atualmente a intervenção de alargamento para terceira via, há sinalização vertical pedindo para que o condutor reduza a velocidade do veículo para 40 km/h e respeite as indicações, a fim de evitar acidentes.

Ampliação será realizada apenas em pontos críticos

Questionado por que a obra da terceira faixa não foi feita em toda extensão da rodovia federal (BR-174), uma vez que, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) destacou a necessidade de fazer a intervenção apenas nos pontos considerados de maior risco de acidentes.

De acordo com o órgão, enquanto no trecho da BR-174, no Amazonas, estão sendo construídas terceiras faixas, no trecho de Roraima os acostamentos estão passando por obras de alargamento. “Do lado de Roraima, a obra ainda está em execução - por isso as placas de sinalização indicando o risco, pois a obra não está concluída”, informou o Dnit.

A BR-174 tem uma extensão total de 947 quilômetros. É a principal rodovia de acesso entre Manaus e a capital de Roraima, Boa Vista, e interliga os Estados à fronteira com a Venezuela.

Em 2011, o Governo Federal, por meio do Dnit, começou a restauração que chamou, na época, de maior recuperação de pavimento realizada entre o Amazonas e Roraima. Foram investidos R$ 207 milhões na recuperação dos 255 quilômetros do trecho amazonense da BR-174.

No trecho de Roraima, a restauração de 719 quilômetros da rodovia teve um investimento de R$ 500 milhões, resultado de convênio firmado com o governo roraimense.

O trabalho de recuperação colocou a BR-174 como uma das melhores vias para tráfego no Estado. Apesar da obra em andamento, o valor investido na construção de terceiras faixas não foi informado.