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Em meio à críticas, novo comandante assume a Polícia Militar do Amazonas

Coronel Almir David foi exonerado do alto escalão da corporação militar nesta quarta-feira (3), e substituído por Eliézio Almeida, que recebeu críticas de oficiais

Eliézio Almeida [PM]

Criticado por oficiais de batalhões, o coronel Eliézio Almeida assume o comando-geral da PM em meio a críticas (Winnetou Almeida - 17/jan/2008)

O coronel Almir David foi exonerado na manhã desta quarta-feira (3) do comando-geral da Polícia Militar, após uma reunião, ocorrida na sede do Governo do Estado. No lugar dele, assume o coronel Eliézio Almeida e, como subcomandante, o coronel Aroldo Ribeiro, que até ontem estava à frente do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM).

O coronel Marcos César Moreira da Silva deixa a direção do Departamento Pessoal da corporação para assumir a chefia do Estado-Maior. A Agencia de Comunicação do Estado do Amazonas (Agecom) informou que Almir David foi nomeado como secretário extraordinário de Governo e assume o novo cargo como um conselheiro na área de segurança pública.

Na semana passada, Almir David demonstrava insatisfação e chegou a comentar que estava “contando os dias” para deixar o comando. Em janeiro, ele deve ir para reserva. A “gota d’água” para a saída de Almir David, segundo fontes de A CRÍTICA, foi a entrega de cargos pelos comandantes de unidade militares, segundo eles, por insatisfação com os “desmandos” do coronel Eliézio.

Últimos atos


Antes de deixar o comando, o ex-comandante Almir David assinou a exoneração de alguns comandantes. Ele exonerou o major Herlon Gomes, que comandava a 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), responsável pelo policiamento do Centro, e o transferiu para Tabatinga. Outros exonerados foram o major Juan Pablo Morrilas e o chefe de operações do Comando de Policiamento Especializado (CPE), o tenente-coronel Franciney Bó, que estava em missão em Parintins, trabalhando na contenção da rebelião do presídio de lá.‘Eu avisei’Ao saber da nomeação de Eliézio e Aroldo para comandar a Polícia Militar, o coronel PM Fabiano Bó, que entregou o cargo de comandante do CPE esta semana, disse que Eliézio conseguiu alcançar o objetivo dele, que era desestabilizar a corporação para assumir o comando. “O resultado de tudo isso é a instabilidade da instituição, insatisfação da tropa e a segurança indo de mal a pior”, disse Bó.

Em entrevista para A CRÍTICA Fabiano Bó foi objetivo ao dizer que estava entregando o cargo por não concordar com os “atos antiéticos” do então subcomandante, o coronel Eliézio. “Não concordo com as decisões do subcomandante e, por isso, prefiro deixar o comando do CPE”, disse.

Descontentes

Nesta quarta-feira , durante o velório do sargento José Cláudio Marques, o “Caju”, a insatisfação dos militares era geral. Oficiais destacaram como resultado da desestabilidade da Polícia Militar a desestruturação do programa de segurança pública Ronda no Bairro, que, segundo eles, já não cumpre o seu papel. A operação Manaus Segura também foi criticada pelos militares.

Por meio de nota, o novo comandante-geral, Eliézio Almeida, informou que, nos próximos dias estará definindo ajustes nos Comandos de Policiamento do Interior (CPI), Metropolitano (CPM) e Ambiental (CPAMB), além de diretorias da corporação. “Procuraremos fazer o melhor para preservar a hierarquia da instituição e prestar contas à sociedade”, disse.

Novo sub é réu em processo

O novo subcomandante da Polícia Militar, coronel Aroldo Ribeiro, é réu em processo de homicídio, no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e poderá ir a Júri Popular. Ele é suspeito de integrar o grupo de extermínio responsável pela morte do técnico agrícola Fred Fernandes Júnior, naquele que ficou conhecido como “Caso Fred” e pela tentativa de homicídio contra a viúva de Fred, Maria da Conceição da Silva, e Adônis dos Santos da Silva, ocorridas em junho de 2001.

A nomeação do coronel Aroldo Ribeiro foi criticada, também, por oficiais da corporação. O promotor de Justiça Ednaldo Medeiros, que atua no processo do “Caso Fred”, ficou surpreso com a nomeação de Aroldo. “Ele é um réu pronunciado. Para a Justiça amazonense, ele deverá ser levado a julgamento”, avaliou.

O promotor disse ainda que a nomeação de Aroldo poderá “pesar na ordem pública, moral e ética”. Para Medeiros, houve, no mínimo, uma falta de análise na ficha corrida do réu do Caso Fred. O processo do caso está em grau de recurso. Para o promotor, a nomeação é problema “muito grave”.

Ele sustentou haver, nos autos, elementos e indícios de autoria e materialidade do crime, que foram analisados não só pelo MP, mas também pela própria Justiça, que os pronunciou. A pronúncia é a decisão de enviar o réu a julgamento por considerar presentes todos os requisitos que tornam admissível a acusação feita pelo Ministério Público.

Procurados para falar sobre o caso, o secretário de segurança pública Paulo Roberto Vital, disse que não podia falar sobre o caso. O ex-comandante, Almir David, também não foi localizado.