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Polícia Militar faz esquema especial para primeiro dia de visita a Adail Pinheiro

Segundo o coronel e comandante do CPE, Fabiano Bó, é a primeira vez na gestão dele que o quartel recebe uma “celebridade”. O prefeito de Coari está preso desde o dia 8

Prefeito Adail Pinheiro se entregou à polícia no sábado e foi encaminhado ao Comando de Policiamento Especial em Manaus

O prefeito Adail Pinheiro se entregou à polícia depois que o desembargador Djalma Martins decretou a prisão dele a pedido do MP (Antônio Menezes)

A presença do prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP), entre os presos de justiça no Comando de Policiamento Especial (CPE) provocará uma operação especial para o dia de visitas, neste sábado (15). Segundo o coronel e comandante do CPE, Fabiano Bó, é a primeira vez na gestão dele que o quartel recebe uma “celebridade”. Adail Pinheiro teve a prisão decretada a pedido do Ministério Público por suspeita de crime de exploração sexual de crianças e adolescentes, um caso de repercussão nacional.

“Os outros presos exigiam uma demanda pequena. Vamos nos organizar, quem sabe até reforçar a segurança para esse primeiro dia de visitas”, declarou o comandante.

Fabiano Bó informou que a visita, no sábado, é permitida a amigos e familiares dos presos no horário entre 8h e 17h. Desde que se entregou no sábado passado, segundo informou o comandante, Adail Pinheiro só recebeu visitas “frequentes” dos advogados.

Ainda de acordo com o que informou o coronel Fabiano Bó, Adail Pinheiro ocupa uma cela de três por quatro metros, sem ar-condicionado, dividida com outros dois detentos. A cela tem um beliche e outra cama suspensa por corrente além de um banheiro. O coronel Fabiano Bó informou à reportagem que todas as medidas estão sendo tomadas e que no quartel nenhum dos presos goza de privilégios. “Oferecemos as condições de higiene e segurança”, declarou.

Denúncias

O promotor Fábio Monteiro, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), informou que o Ministério Público do Estado (MPE) tem órgãos específicos que monitoram as prisões dos presos de Justiça para assegurar que nenhum privilégio seja dado aos mesmos. E, caso haja flagrante de algum privilégio, o comandante responsável pela unidade pode ser punido.

O MPE continua apurando denúncias de ameaças a testemunhas ouvidas no processo que resultou na prisão de Adail Pinheiro e analisa medidas para garantir a segurança das mesmas. Fábio Monteiro afirmou que todas as medidas são de responsabilidade do procurador geral de Justiça, Francisco Cruz. Ontem, a reportagem entrou em contato com o procurador pelo telefone 88XX-XX03, mas as chamadas não foram atendidas.


Defesa prepara pedido de soltura

Enquanto uma decisão do STF colocou Adail Pinheiro sob o risco de novo pedido de prisão, defesa do prefeito informa não ter previsão para apresentar pedido de liberdade por estar analisando o processo.

Nesta quinta-feira, o TJ-AM divulgou decisão tomada pelo ministro do STF Luís Barroso que negou, quatro anos depois, o habeas corpus ingressado pela defesa de Adail Pinheiro. Em 2009, foi decretada a prisão preventiva de Adail Pinheiro por ter “materialidade do delito e de indícios suficientes de autoria, extraídos de ampla investigação da Polícia Federal”, segundo informou a assessoria do TJ-AM. A acusação era exploração sexual de crianças.

Na época, segundo a assessoria do TJ, Adail entrou com três habeas corpus. Um no TJ, negado pelo desembargador Rafael Romano; um no STJ; e um no STF. Em 28 de dezembro de 2009, o ministro Gilmar Mendes decidiu em caráter liminar soltar Adail, deixando que o processo fosse analisado em definitivo depois, o que só ocorreu dia 7 de fevereiro. O ministro Luiz Barroso encaminhou a decisão ao TJ para que o tribunal analise se decreta a prisão de Adail. O caso está a espera de parecer do MPE e tem como relator Rafael Romano.

A defesa alega que precisa de tempo para entrar com argumentos fortes para soltar Adail.