Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Polícia apresenta suspeitos de atirar em Oscar Cardoso e anuncia que a caçada continua

Delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Paulo Martins, afirmou que só vai ficar quieto quando prender todos os envolvidos no crime. Um dos foragidos é o narcotraficante João Pinto Carioca, o 'João Branco'

Messias Maia Sodré (cinza) foi localizado em São Paulo

Messias, Mário Tabatinga e Diego Bruno foram presos, mas polícia segue em busca de ‘Marcos Pará’ e ‘João Branco’ (Reprodução/Patrulha da Cidade)

“O caso está esclarecido definitivamente, finalizado ainda não. Só vou me aquietar quando prender todos os envolvidos no crime, inclusive o ‘João Branco’, e não adianta ele se esconder”. Foram com essas palavras que o delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Paulo Martins, apresentou na tarde desta quarta-feira (28), Messias Maia Sodré, 30, e Diego Bruno de Souza Moldes, 26, os mais recentes presos sob suspeita de envolvimento na morte do delegado Oscar Cardoso, ocorrida no dia 9 de março.

Segundo o delegado, Messias declarou, em depoimento à polícia de São Paulo, onde foi preso no dia 25 deste mês, que sua participação no crime foi dirigir o carro usado pelos atiradores, um Siena branco de placa OAB-7782. Entretanto, testemunhas afirmam que o motorista saiu do carro e também efetuou disparos contra o Cardoso.

Tanto Messias quanto Diego Bruno confirmaram para a polícia a versão de que o mandante da execução foi o narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”. Segundo os dois, João Branco acredita que a extorsão e o estupro praticados contra a mulher dele foram cometidos pela equipe de Cardoso.

“Já esclarecemos a participação de todos os envolvidos. As prisões aconteceram gradativamente, desde Mário Tabatinga, tudo devidamente investigado. Agora prendemos os verdadeiros executores que estavam presentes no dia 9 de março”, disse o delegado.

A identificação dos últimos dois suspeitos foi possível após a prisão de Mário Jorge Nobre, 45, o “Mário Tabatinga”. Foi ele quem informou o paradeiro de Messias, que por sua vez, entregou Diego Bruno. Segundo Martins, a maioria dos executores do delegado cumpria pena no semiaberto junto com João Branco.

Na delegacia foi realizada uma acareação entre Mário Tabatinga, Messias e Diego Bruno, mas segundo o delegado, há divergências nos depoimentos dos suspeitos, todos acompanhados e orientados por advogados.

Paulo Martins descartou a participação efetiva Ronarion Moreira Negreiros e Fábio Diego de Mattos, o “Piu Piu”, na morte de Oscar Cardoso, mas ressaltou que o depoimento dos dois colaborou com as investigações.

Após a apresentação, Tabatinga foi reconduzido à cadeia pública. Messias e Diego foram autuados por homicídio e também encaminhados à cadeia pública.

Chá de sumiço


João Branco, cujo nome de batismo é João Pinto Carioca, e Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, continuam foragidos. A fuga de João Branco até hoje não foi explicada pelas autoridades de Segurança do Estado. Ele sumiu de dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, onde cumpriu pena, minutos depois da direção da penitenciária ser comunicada, por uma equipe de delegados que foi até o local, de que havia novo mandado de prisão contra ele.

Diego foi o último a ser identificado

O nome de Diego Bruno só foi aparecer nas investigações nos últimos dias, após a prisão de Messias Sodré, em São Paulo.

De acordo com o delegado Paulo Martins, Diego Bruno facilitou a fuga dos assassinos do delegado Oscar Cardoso e a ida de Messias para São Paulo. A investigação chegou à logística dele no crime. Diego conduzia um Voyage no dia da execução e, momentos antes do crime, levou os executores para pegar o Siena branco, de placas OAB-7782, utilizado no assassinato de Oscar.

As investigações dão conta ainda de que mais uma pessoa estava com ele no veículo, mas ela ainda não foi identificada.

Diego está preso desde o dia 19 de abril por tráfico de drogas. “Após o crime, Diego deu fuga para quatro pessoas que atiraram no delegado, então ele tem participação no crime”, reforçou Paulo Martins.