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Copa do Mundo: População cobra legado para zonas de Manaus

Movimentos sociais pediram nesta quarta-feira (02) que legado da Copa do Mundo seja descentralizado e chegue a quem sofre com falta de assistência

O público-alvo foi a sociedade civil organizada que teve a oportunidade de questionar que legado ficará, de fato, na cidade após a Copa

O público-alvo foi a sociedade civil organizada que teve a oportunidade de questionar que legado ficará, de fato, na cidade após a Copa (Florêncio Mesquita)

O primeiro evento do País para discutir o legado da Copa do Mundo Fifa 2014, nas 12 cidades que receberão o mundial, foi realizado nesta quarta-feira (02), em Manaus, com uma série de cobranças de movimentos sociais ao ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. O evento que tinha, entre outros objetivos, expor as melhorias do Governo Estadual na capital, feitas em função Copa, foi dominado por reclamação de movimentos sociais e da sociedade civil que relataram o abandono das demais áreas da cidade, enquanto o trecho conhecido como “Quadrilátero da Copa” está sendo priorizado com serviços de infraestrutura”.

Ao todo 142 lideranças sindicais, de comunidades indígenas e entidades sociais relataram ao ministro que milhares de pessoas ainda sofrem com falta de água, luz, saneamento básico, moradia e transporte coletivo de qualidade, principalmente, nas Zonas Leste e Norte da cidade. As lideranças disseram que a Copa é bem vinda, mas questionaram a centralização de obras na Zona Centro-Oeste, que beneficiam um número limitado de pessoas, enquanto as demais áreas também necessitam de atenção.

O ministro falou que nem todo amazonense poderá entrar na arena para assistir aos jogos do mundial, mas acredita que a população tem o direito de acesso a serviços básicos. “O estádios tem limitação e eu mesmo não vou em nenhum jogo porque não consegui entrar na Internet e comprar um bilhete”, disse.

O coordenador da Unidade Gestora da Copa (UPG), Miguel Capobiango, disse em discurso que “a Copa do Mundo não é a solução para todos os problemas da cidade, mas é um desafio que o Estado se propôs a superar”. Para ele, o evento não deve ser visto como a salvação para problemas em curto prazo, porém pode ser o começo para uma cidade melhor.

O secretário nacional de articulação político-sociais, Wagner Caetano, foi o autor da palestra “Legado Nacional Copa para Todos. Ele explicou que a razão e importância de Manaus está entre as 12 cidades sedes da Copa é estratégica para o desenvolvimento da região. “Para a Fifa bastavam seis estádios para que a Copa fosse realizada e não tenho dúvida que seriam os do Sul e Sudeste. Mas o governo Lula quis que todos tivessem igualdade para disputar uma vaga de cidade sede para fazer com que a riqueza nacional e as oportunidades fossem para todos e por isso a disputa foi feita entre os Estados e Manaus mostrou que é merecedora”, disse.

Segundo Capobiango, Manaus esta buscando atingir um nível de visibilidade que nunca teve e a Copa é uma janela para isso. “Temos a consciência que Manaus tem condições de ser uma nova porta de entrada no Brasil. Para isso ela tem que aparecer bem para o mundo. Ela tem que ocupar esse espaço e aparecer da melhor forma possível para o mundo”, disse.