Os livros que Mateus Cavalcante, 17, usou no ano letivo passado ficarão guardados na estante, por enquanto. Nenhum deles poderá ser reaproveitado pela irmã mais nova dele, Jéssica, 16, que está uma série atrás de Mateus. A autônoma Luciana Cavalcante, 43, mãe dos adolescentes, que estudam na mesma escola particular, sempre incentivou o filho a conservar os livros didáticos. Seria uma opção econômica, nesta época do ano, para não ter que gastar quase seis vezes mais que o valor de uma cesta básica.
Assim como Luciana, outros pais também precisam comprar novos livros didáticos todos os anos. O material acaba pesando não só na mochila, mas também no bolso. O problema é que, segundo os pais, além dos livros estarem com preços altos, considerados exorbitantes, as unidades de ensino trocam anualmente os livros didáticos e não promovem feiras de troca.
“Os livros que Mateus usou ano passado poderiam ser usados por Jéssica se a escola não tivesse adotado novos livros. Nem terei mais interesse em guardá-los. Por enquanto, estão amontoados na estante”, disse Luciana. Para o ano letivo de 2013, a autônoma vai gastar cerca de R$ 1,5 mil somente com os livros didáticos do filho, que cursará a 3ª série do ensino médio.
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