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Prefeito de Manaus dá ultimato à presidente Dilma Rousseff

Artur Virgílio Neto (PSDB) afirmou que se o Governo Federal não cumprir promessa vai agradecer a ‘boa vontade’ e pagará obras com recursos da prefeitura

Artur Neto assegurou entre lágrimas, que retorna ao cenário político para “fazer a diferença”

Artur disse que desconhece o caráter e a postura política dele quem pensou que deixaria de votar no candidato do PSDB (Antonio Lima)

No mesmo tom de irritação dos quase quatro mil prefeitos brasileiros, por conta da ausência da presidente Dilma Rousseff na 17ª Marcha em Defesa dos Municípios, o prefeito Artur Neto (PSDB) cansou das promessas do Palácio do Planalto. O tucano estipulou prazo até a próxima segunda-feira (19), para ter na conta da Prefeitura de Manaus pelo menos R$ 125 milhões, do total de R$ 360 milhões, prometidos pela presidente Dilma Rousseff (PT) para a infraestrutura na capital do Amazonas.

Se os recursos não forem repassados, Artur diz que vai agradecer a “boa vontade” da presidente e providenciar o pagamento às empreiteiras que estão concluindo obras como os corredores exclusivos de ônibus. O prefeito também anunciou para segunda-feira a assinatura do convênio entre a Prefeitura de Manaus e Governo do Estado, no valor de R$ 110 milhões, para custear obras de infraestrutura.

Presente no segundo dia da Marcha dos Prefeitos, Artur Neto acompanhou o debate com os principais pré-candidatos a presidente da Republica. Compareceram o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos e a candidata a vice, Marina Silva, ambos do PSB; o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o Pastor Everaldo (PSC), também presidenciáveis.

Em abril do ano passado, Artur Neto teve a promessa do Governo petista de que teria recursos na ordem de R$ 360 milhões, sendo R$ 125 milhões para pagar obras em andamento na cidade, R$ 200 milhões da Caixa Econômica Federal para outras obras de infraestrutura e R$ 35 milhões a serem investidos na recuperação do centro histórico. No mês passado, o prefeito de Manaus, em companhia do líder do Governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), esteve com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para viabilizar a liberação dos recursos.

“Até agora, só ouvi conversa e não vi chegar recursos em Manaus. Eu lamento, mas não posso mais segurar o pagamento das empresas que estão trabalhando nas obras, não quero levá-las à falência nem a paralisação das obras. Eu fui atrasando, na esperança e acreditando que os R$ 125 milhões prometidos pela presidente iam sair, mas não saiu. Eu tenho dinheiro em caixa para pagar, fruto da poupança que estamos fazendo para enfrentar a crise do ano que vem. Caso o dinheiro não saia até segunda-feira, vou dizer muito obrigado. Pode ter havido boa intenção, mas faltou agilidade para a liberação dos recursos”, disse Artur Neto.

O preito de Manaus disse que não deixará de votar no candidato do PSDB. E que o impasse com o governo não tem a ver com a eleição. “Não é arroubo nem intolerância, mas não tenho como mais postergar o pagamento das obras”, declarou Artur Neto.