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Prefeitos fazem evento para expor situação crítica do interior do AM e só dois parlamentares aparecem

Gestores municipais lotaram auditório da ALE-AM e convocaram bancada federal para relatar problemas causados pela queda de repasse do FPM. Apenas Vanessa Grazziotin e Henrique Oliveira compareceram ao encontro

Reunião de prefeitos no auditório da ALE-AM para cobrar mais recursos reuniu 48 de um total de 62 prefeitos do Amazonas

Reunião de prefeitos no auditório da ALE-AM para cobrar mais recursos reuniu 48 de um total de 62 prefeitos do Amazonas (Dicom/ALE)

Dos 11 membros da bancada federal do Amazonas, apenas dois prestigiaram, nesta sexta-feira (11), o encontro realizado pela Asssociação Amazonense dos Municípios (AAM) na sede da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), que reuniu 48 dos 62 prefeitos dos municípios do Estado. Somente o deputado federal Henrique Oliveira (PR) e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) compareceram ao evento.

O objetivo do encontro era transmitir, aos parlamentares federais, as dificuldades e necessidades financeiras das cidades do interior, devido ao acúmulo de perdas de repasses de R$ 3,8 bilhões do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), nos últimos 17 anos. Ontem, também, os prefeitos que participaram do encontro fecharam as portas das 48 prefeituras em protesto contra as dificuldades financeiras enfrentadas para gerir as cidades e pela constante queda do FPM.

De acordo com o presidente da AAM e prefeito de Boca do Acre, Iran Lima (PSD), a paralisação foi apenas na parte administrativa, não afetando a população dos municípios. “Essa paralisação foi necessária, pois não estamos sendo ouvidos, nem vistos pelo Governo Federal. E essa não é uma paralisação apenas do Amazonas, é nacional. O valor que os municípios recebem através do FPM não dá pra pagar nem a folha de pagamento de cada prefeitura, imagine realizar obras, por exemplo, de infraestrutura. No caso de Boca do Acre, recebemos R$ 800 mil do FPM, e somente a folha de pagamento é R$1,6 milhão, por mês”, disse.

Apesar da ausência da maioria da bancada federal, Iran avaliou como positivo o encontro com os prefeitos. “Foi o que nós esperávamos. A única deficiência, por assim dizer, foi a ausência da bancada federal. Nós convidamos todos, pois o debate era com eles, mas todos me ligaram e justificaram suas ausências e deixaram desde já a promessa de apoiar todas as nossas reivindicações junto ao Governo Federal durante a Marcha dos Prefeitos”, afirmou o presidente da AAM.

O prefeito de Rio Preto da Eva, Ricardo Chagas (PRP), lamentou a ausência dos parlamentares, principalmente os senadores e deputados federais, durante o encontro, já que eles são fundamentais na defesa dos municípios em Brasília. “Todos nós prefeitos nos esforçamos muito para estar em Manaus participando dessa grande mobilização, deixando todos os compromissos que tínhamos em nossas sedes. Lamentamos que os parlamentares ausentes não fizeram a mesma coisa”, afirmou.

Desencontro de agendas esvazia

Os dois representantes da bancada federal presentes no encontro de prefeitos dos municípios do Amazonas, o deputado federal Henrique Oliveira (PR) e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), atribuiram a ausência dos outros parlamentares ao desencontro de agendas.

Para Henrique Oliveira apenas Deus é onipresente. “Eles escolheram outra agenda, e isso não representa uma falta de sensibilidade com a causa. Agora, as lamentações dos prefeitos foram completamente legítimas”, argumentou.

O parlamentar disse que a maioria das reclamações foram direcionadas ao Governo Federal. “E o Governo Federal tem nome. É Dilma Rousseff. E ela não recebe ninguém. Não recebe nem os deputados federais. Eu mesmo estou há três anos tentando uma reunião com ela”, disse.

Vanessa afirmou que a bancada é composta por deputados e senadores unidos em prol do Estado. “Nós temos uma bancada unida e pró-ativa quando o assunto é o nosso Estado. E infelizmente é impossível estarmos presentes em todos os eventos, mas isso não deprecia a nossa atuação”, disse. “Tem que tomar cuidado com o canto da sereia, pois tem muita gente querendo criar uma situação eleitoral”, ressaltou a senadora.