Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Prefeitura adia a transferência de 637 camelôs para novos espaços

A intenção da Prefeitura de Manaus era fazer a retirada neste sábado (15) e domingo (16), entretanto o prefeito Arthur Neto (PSDB) voltou atrás depois de protestos

Galeria Popular vai receber parte dos 637 camelôs, que ontem começaram a fazer o credenciamento para receber as bancas e o financiamento para bolsas

Galeria Popular vai receber parte dos 637 camelôs, que ontem começaram a fazer o credenciamento para receber as bancas e o financiamento para bolsas (J. Renato Queiroz )

Foi adiada para os dias 22 e 23 de fevereiro a retirada dos 637 camelôs que ocupam áreas na praça da Matriz e nas avenidas Sete de Setembro e Eduardo Ribeiro, no Centro. A intenção da Prefeitura de Manaus era fazer a retirada neste sábado (15) e domingo (16), entretanto o prefeito Arthur Neto (PSDB) voltou atrás depois de protestos feitos por alguns camelôs nesta quinta-feira (13), durante o processo de credenciamento dos mesmos, efetuado numa das “Galerias Populares” que fica na esquina das ruas Joaquim Sarmento e 24 de Maio. “Nós fomos avisados em cima da hora. Não temos condições de sair sábado. Lá no lugar provisório para onde querem levar a gente não tem nada. Temos compromissos e merecemos mais respeito”, reclamou a comerciante Rosa de Paula, dona de uma banca que fica na avenida Eduardo Ribeiro.

O credenciamento dos primeiros 637 camelôs foi iniciado nesta quinta-feira e deverá ser concluído nesta sexta-feira. Nesta quinta 523 dels se cadastraram. Eles passarão a ocupar três espaços temporários, até que sejam concluídas as três “Galerias Populares”, locais permanentes dos comerciantes informais. As galerias serão no Shopping T-4, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste, na rua Miranda Leão, no Centro, e na esquina das ruas Joaquim Sarmento e 24 de Maio. Durante três ou quatro meses os camelôs ficarão em espaços provisórios na avenida Epaminondas (233 bancas), na galeria da rua Floriano Peixoto (313 bancas) e na rua Miranda Leão (211 bancas). Nesses locais os comerciantes receberão uma ajuda financeira de R$ 1 mil por mês além de treinamento do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae/AM) a fim de se tornarem microempresários.

De acordo com o prefeito, quem desejar mudar de ramo receberá orientação e incentivo para conseguir financiamentos em instituições financeiras de fomento a atividade empresarial formal.

A prefeitura tem pressa na desocupação do Centro para que possa iniciar o projeto de revitalização a começar pela praça da Matriz. “A praça da Matriz teve o projeto aprovado pelos órgãos competentes. Os recursos foram liberados pelo Governo Federal. Assim que a área for desocupada será cercada por tapumes e começa o processo de limpeza e restauro para que possamos nos orgulhar do centro de nossa capital”, disse o prefeito.


Comerciantes não esperam lucros

O comerciante Bartolomeu Oliveira de Souza, 49, que tem uma banca há 28 anos na avenida Sete de Setembro, disse ter gostado da idéia da Prefeitura em acomodar os camelôs mas prevê perdas financeiras pelo menos no início do processo. “Sabemos que isso é impossível dar resultado em cima da hora. É parecido com uma árvore que precisa primeiro enraizar”, compara Oliveira, vendedor de óculos esportivos.

João Barbosa, 53, que trabalha no centro há 33 anos, preferia continuar onde está. “Eu já trabalhei em vários locais designados por prefeitos que passaram, como por exemplo o Manoel Ribeiro, e nenhum prestou porque não houve um acompanhamento. Ficamos largados. Vamos ver se este projeto vai dar certo, até porque daqui a dois anos teremos outro prefeito. Eu preferia mesmo era continuar no meu cantinho”, revela Barbosa.