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Presidenciável Aécio Neves desiste de esperar apoio do governador do AM, José Melo

Candidato do PSDB inaugura a campanha presidencial no Amazonas e descarta apoio do governador José Melo, que se esquivou da visita dele a Manaus

Senador Aécio Neves discursa, em seu comitê no Elegance, ao lado do prefeito Artur Neto, do deputado Pauderney Avelino, e à frente do deputado Henrique Oliveira

Senador Aécio Neves discursa, em seu comitê no Elegance, ao lado do prefeito Artur Neto, do deputado Pauderney Avelino, e à frente do deputado Henrique Oliveira (J. Renato Queiroz)

O presidenciável do PSDB, senador Aécio Neves, disse não esperar o apoio do governador José Melo (Pros) a sua candidatura ao Planalto. “Não, eu estou muito feliz com o apoio do prefeito Artur Virgílio. E essa é uma decisão que não cabe a mim”, respondeu Aécio, ao ser questionado sobre o apoio de Melo, no sábado, quando iniciou, por Manaus, a campanha na região Norte.

“Aqueles que vierem se somar num projeto de mudanças verdadeiras, de fortalecimento dos Estados e dos municípios, serão bem-vindos, mas essa não é uma questão que cabe a mim decidir”, completou Aécio Neves, que uma hora antes esteve reunido com prefeitos do interior do Amazonas, entre os quais a maioria está envolvida na campanha de José Melo.

O tucano também recebeu apoio de sete prefeitos do PMDB do senador Eduardo Braga, que também é candidato a governador. No Senado, Braga é líder da presidente Dilma Rousseff (PT), que disputa a reeleição. Cinco prefeitos do PDT e um do PTB – dois partidos que também estão coligados na chapa pró-Braga – também declararam apoio ao senador mineiro. Conforme o manifesto de apoio distribuído pela assessoria do PSDB, 36 prefeitos assinaram o documento.

Na rápida passagem por Manaus, depois de reunir com os gestores municipais no comitê estadual do partido, Aécio Neves seguiu com um batalhão de aliados, entre eles o prefeito Artur Neto, para a recém-inaugurada galeria Espírito Santo, camelódromo do Centro, onde fez corpo a corpo com eleitores e concedeu entrevistas.

Questionado pela reportagem sobre o espaço que o Amazonas terá em um eventual governo tucano, o senador lembrou que a Prefeitura de Manaus é comandada por Artur Neto, um dos principais líderes do PSDB em todo o País, para dar o tom do discurso que adotará para conquistar o eleitorado amazonense. “Certamente, será enorme (o espaço). Eu tenho aqui uma das principais lideranças do Brasil como meu aliado, Artur Virgílio, que obviamente será o grande instrumento de desenvolvimento do Amazonas no meu governo”, disse.

Mais cedo, no encontro com prefeitos, Aécio disse que se for eleito Artur terá amplo acesso ao Governo Federal. “Quero dizer a vocês e que o Amazonas todo nos ouça, as portas do Palácio do Planalto não estarão abertas, Artur, para você, estarão para as demandas e para o povo desta terra”, afirmou. A fala de Aécio completa o discurso que o prefeito tem adotado desde o início da pré-campanha de que a gestão Dilma Rousseff não está sendo boa para Manaus e que por culpa do Goveno Federal a prefeitura não tem conseguido levantar recursos para investimentos em infraestrutura.

‘Nosso governo será dos pobres’

Em Manaus, Aécio Neves disse que se for eleito governará para os mais pobres. “O nosso governo será o governo dos mais pobres, dos que mais precisam. Será o governo da integração nacional. Será o governo do desenvolvimento. Será o governo da honradez”, disse o tucano, que também afirmou que dará continuidade a projetos pendentes para a Amazônia. “A vitória nossa nessa eleição significa resgatar todos os compromissos assumidos por esse governo e que não foram cumpridos com essa região e especialmente com a cidade de Manaus”, afirmou.

“A BR 319 é um eixo fundamental para o desenvolvimento dessa região. Falta planejamento, falta vontade política para enfrentar as dificuldades e faremos isso, com muita determinação, para garantir através dessa BR um novo instrumento de escoamento daquilo que se produz. Mas, obviamente, também de integração dessa região”, disse.

O senador disse que a região Norte é carente de obras de infraestrutura. “Como todas aquelas prometidas, inclusive, com a valorização de nossas hidrovias, investimentos nos portos, que ficaram no meio do caminho, como ficou o BRT, como ficaram tantas outras obras prometidas. O nosso governo é o governo do compromisso assumido, compromisso cumprido”, afirmou.

O candidato a presidente disse que, se eleito, pretende criar “uma grande plataforma científica” no Estado. “Agregando o Inpa, agregando as universidades para que nós possamos aprofundar os nossos conhecimentos em relação à floresta amazônica”, disse. Aécio Neves também criticou o governo Dilma Rousseff. Disse que “o Brasil vem sendo governado hoje por uma presidente que não dialoga”.