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Presos de Manaus decretaram luto por morte de pistoleiro da facção criminosa FDN

É a segunda vez, em um mês, que os presos do sistema penitenciário de Manaus agem assim. Desta vez, o luto é pelo ex-presidiário, assaltante, traficante e homicida 'Marcos Osso' ou, simplesmente, 'Marcos Eletricista'

Segundo a Polícia, armamento pesado foi utilizado no crime

‘Marcos Osso’ foi assassinado na noite de sexta-feira, na avenida Torquato Tapajós, na Colônia Terra Nova, enquanto dirigia (Divulgação)

Os detentos do sistema penitenciário de Manaus voltaram a fazer luto de três dias, desta vez por conta da morte do ex-presidiário, assaltante, traficante e homicida Marcos Sampaio de Oliveira, 34, o “Marcos Osso” ou “Marcos Eletricista”, ocorrido na última sexta-feira. É a segunda vez, em um mês, que eles agem assim, dando a impressão de que estão encarando a morte de alguns presos de Justiça como se fossem parentes. A vítima era conhecida pela polícia como o pistoleiro da facção criminosa Família do Norte (FDN).

Segundo investigações feitas pela Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), o luto foi decretado pelo alto comando da facção, no final da tarde de sábado, depois de ter sido aprovado pelo conselho formado pelos internos, entre eles José Roberto Fernandes, o “Zé Roberto da Compensa”, Gelson Carnaúba, o “Gelson”, e Gregório Graça Alves, o “Greg” ou “Mano G”. Parentes de presos que foram visitá-los no sábado confirmaram a decisão de decretar luto pela morte do pistoleiro.

O luto dos detentos começou ontem pela manhã e vai até o final da tarde de terça-feira, semelhante ao do traficante de drogas Carlos César Libório de Araújo, 38, o “Cubiu”, e do motorista dele, Eduardo Melo Benfica, 33, ocorridos na tarde de 11 de abril, no bairro Santo Antônio, Zona Oeste. Na ocasião os internos foram proibidos de fumar maconha, cheirar cocaína, tomar bebidas alcoólicas e fazer sexo, mesmo no final de semana, dia de visita íntima. Eles também só podiam ouvir música gospel durante o período de luto.

Segundo o secretário de Inteligência Thomaz de Vasconcelos, o luto nos presídios ocorre sempre com a morte de uma pessoa importante para o grupo criminoso. “Cubiu” era quem comprava a droga direto no fornecedor para os demais traficantes, era conhecido como o empresário do tráfico e movimentava muito dinheiro.

Marcos Eletricista era o pistoleiro da facção, estava sendo investigado por vários crimes e é apontado como um dos suspeitos de ter resgatado o traficante Frank Oliveira, o “Frankzinho do 40”, e o assaltante Antônio Carlos da Costa Uchoa, o “Tonga”, 20, do regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), dia 26 de maio do ano passado. Marcos também é suspeito de, após a fuga, ter assassinado e esquartejado os dois.

Ontem por telefone, o secretario de Justiça e de Direitos Humanos (Sejus), coronel Louismar Bonates, disse que desconhecia o luto dos presos.