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Projeto prevê programadores de softwares em municípios do AM

TPV, em parceria com a Fucapi, conduz projeto para formar desenvolvedores de aplicativos para TV Digital no interior e revolucionar a base econômica do Estado

Programa concebido pelo professor Manuel Cardoso prevê formação de mão de obra qualificada nos municípios

Programa concebido pelo professor Manuel Cardoso prevê formação de mão de obra qualificada nos municípios (Lucas Silva)

A TPV (proprietária da Philips TVs e Monitores) está finalizando os detalhes de um projeto que pode revolucionar a base econômica do Estado. O projeto, concebido pelo professor Manuel Cardoso – renomado cientista e inventor – tem o objetivo de formar programadores e desenvolvedores para os ambientes de TV digital, tablet e notebook em municípios do interior. Essa mão de obra estaria preparada para atender a demanda por aplicativos que surgirá com a consolidação da TV Digital no País nos próximos anos.

A TPV está lançando mão da estratégia para ampliar a competitividade de seus produtos no mercado no novo cenário que se aproxima. A empresa vai firmar parcerias com escolas públicas no interior do Estado, que vão funcionar como centros de qualificação para estudantes. Os grandes talentos que forem identificados serão contratados pela empresa e poderão desenvolver seu trabalho sem precisar deixar sua cidade.

A Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), que já é parceira da TPV em outros projetos, será a instituição que irá operacionalizar o programa acadêmico e de acompanhamento.

“Nossa intenção é que as pessoas impactadas pelo programa não aprendam apenas a serem programadores, mas desenvolvam noções de empreendedorismo, aliadas a valores éticos e morais, desenvolvendo talentos que vão muito além das questões técnicas”, afirma Eduardo Brunoro, vice-presidente de Operações do grupo TPV no Brasil.

Alternativa econômica

O projeto está em fase final de definições e deve ser posto em prática logo em seguida. “A ideia é formar uma alternativa de desenvolvimento econômico e social para o interior do Estado, baseada na economia do conhecimento, onde a superação da logística de produção será feita pela facilidade da tecnologia da informação e pela Internet”, comenta do professor Manuel Cardoso.

Ele explica que, por meio do projeto, serão formados produtores de código de programação para atender, inicialmente, as demandas de empresas de Manaus; e posteriormente, de outros Estados e outros países. “Este é um segmento de alto valor agregado na economia globalizada que se mostra deficiente mundialmente em recursos para atendê-la. Ao mesmo tempo, o valor médio de remuneração é bem superior ao de outras atividades econômicas; além disso, proporciona um desenvolvimento social e uma fonte de recursos financeiro para os municípios, alternativa aos recursos atuais”, detalha.

A expectativa é que outras empresas abracem a iniciativa, de modo que, num horizonte de dez anos, o Estado tenha formado massa crítica de capacidade produtiva em condições de prover competitividade na produção de códigos e desenvolvimento de sistemas para o mercado globalizado.