Desde a última segunda-feira (14), o consumidor amazonense está pagando mais caro por alguns itens da cesta básica. Arroz, feijão, margarina, sal, açucar, óleo além de outros materiais como embutidos, leite modificado, papel e produtos de limpeza sofreram reajustes de até 15%.
A Associação de Supermercado e Atacadista do Estado do Amazonas argumenta que o “culpado” pelo aumento foi a alteração no índice de isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), feita pelo Governo do Estado. Até o final do ano passado, eles recolhiam apenas 1% sobre a venda desses produtos. Agora, recolhem 10%, conforme Resolução publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 7.
A Sefaz contesta a versão dos atacadistas. O secretário da pasta, Afonso Lobo, classificou a elevação nos preços como “imoral e inadequada”. Segundo Lobo, os supermercados jamais repassaram os benefícios das isenções no ICMS aos consumidores. “Por conta disso, achamos mais conveniente retirar esse benefício e voltar ao sistema original, para que o Estado não deixasse de arrecadar. Repassar este aumento ao bolso do consumidor não é justo”, explicou o titular da Sefaz.
(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).