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Implantação de nove unidades de conservação pode atrasar obras de BR-319

Segundo o superintendente do Ibama, Mário Lúcio Reis, a criação das UCs apenas vem complementar os estudos sobre as respectivas unidades e a fauna e flora nos trechos da estrada

Durante expedição realizada em agosto deste ano, representantes do Dnit viram de perto os problemas que a obra enfrenta

Durante expedição realizada em agosto deste ano, representantes do Dnit viram de perto os problemas que a obra enfrenta (Antonio Lima)

A implementação de nove Unidades de Conservação (UCs) pelo Governo do Estado, localizadas ao longo da BR-319, poderá influenciar na continuidade da recuperação da estrada, que, por sua vez, não pode receber obras por falta de licença ambiental.

Segundo o superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Amazonas, Mário Lúcio Reis, a criação das UCs apenas vem complementar os estudos sobre as respectivas unidades e a fauna e flora nos trechos da BR-319, feito em parte pelo próprio Ibama e, posteriormente, encaminhado para análise ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). “Fizemos uma análise sobre as pendências de estudos incompletos em relação a BR-319 e, logo, passamos ao órgão competente (Dnit), mas até agora não houve manifestação sobre o assunto”, disse.

Mário Lúcio Reis ressaltou que a inviabilidade da estrada se dá por conta das falhas no Estudo de Impacto Ambiental (EIA), especialmente na área de fauna. “O interessante é que o Dnit não tem prazo para apresentar o estudo, sendo que o Ibama tem prazo para dar respostas e parte desses estudos é contestada pelos analistas do Ibama”, advertiu.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).